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quarta-feira - 15 abril 2026 - 00:52
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Ano inicial observa a China · Porto de Livre Comércio Aberto: quando a “terra do coco” encontra o “pão do deserto”

Cooperação agrícola intercontinental conecta ciência, cultura e desenvolvimento

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Introdução: O Jardim de Coco de Wenchang, em Hainan, reúne mais de 200 recursos genéticos de coco — o maior acervo da China. Ao mesmo tempo, mudas de tamareiras doadas pelos Emirados Árabes Unidos já começaram a frutificar na ilha, concretizando uma cooperação agrícola intercontinental entre a “terra do coco” e o “pão do deserto”, demonstrando o papel da ciência como ponte para intercâmbio cultural e ganhos mútuos.

Em abril, Hainan exala o clima típico de brisa de coco e mar. No Jardim de Coco de Wenchang, mais de 200 variedades de coco de todo o mundo crescem exuberantes; a poucos quilômetros dali, na base experimental do Instituto de Pesquisa do Coco da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas Tropicais, mudas de tamareiras dos Emirados Árabes Unidos, após anos de cultivo cuidadoso, já começam a dar seus primeiros frutos.

Um representa a “terra do coco” da China; o outro, a “árvore da vida” vinda do deserto — embora estejam em locais distintos, ambos fazem parte do mesmo sistema de pesquisa científica.

No dia 14, jornalistas chineses e estrangeiros participantes da campanha “Observar a China no ano inicial · Porto de Livre Comércio Aberto” visitaram o Jardim de Coco de Wenchang, considerado um marco científico e turístico conhecido como “enciclopédia mundial do coco”.

De centro científico a referência turística

Com 443 mu de área, o parque teve origem em um banco de germoplasma de coco criado em 1980. Hoje, reúne 217 espécies de palmeiras e mais de 130 espécies raras típicas de Hainan.

Apoiado pela capacidade científica do instituto de pesquisa, o parque coleta e intercambia recursos genéticos de coco de todo o mundo, totalizando mais de 200 amostras — o maior acervo do país.

“O coqueiro é valioso em todas as suas partes: a polpa, a água, a madeira, a casca e até as raízes têm utilidade”, afirmou Jia Yongli. Ele destacou ainda a resiliência da planta, que resiste a tempestades e continua crescendo em direção à luz.

Para profissionais de mídia chinesa no exterior, o local representa uma história de Hainan que pode ser vivida, compartilhada e sentida. O executivo australiano Ren Chuanggong observou que o parque funciona tanto como banco genético vivo quanto como uma enciclopédia tridimensional da flora tropical.

Segundo ele, visitantes podem não apenas observar, mas também experimentar produtos, gastronomia e artesanato derivados do coco, compreendendo como ele integra o cotidiano local.

Um diálogo verde do deserto ao mar

Enquanto o parque atrai visitantes, outra base do instituto cultiva silenciosamente mudas de tamareiras dos Emirados Árabes Unidos.

Conhecida como “pão do deserto”, a tâmara já floresce e frutifica em Hainan. Desde 2019, China e Emirados Árabes Unidos cooperam no desenvolvimento da cultura, com a doação de 25 mil mudas entre 2021 e 2024, apoiadas por pesquisa científica contínua.

Segundo Wu Jun, esse processo representa não apenas a transferência de tecnologia agrícola, mas também um diálogo ecológico e cultural entre regiões.

Na cultura árabe, a tâmara simboliza vida e generosidade; em Hainan, o coco representa resiliência e dedicação. “O encontro entre os dois simboliza o intercâmbio entre civilizações e a cooperação prática entre China e países árabes”, afirmou.

O Jardim de Coco e a base de tamareiras compartilham a mesma base científica: o Instituto de Pesquisa do Coco. Um apresenta ao público os recursos genéticos do coco, enquanto o outro desenvolve cooperação agrícola internacional.

Do coco à tâmara, dos recursos genéticos à colaboração global, Hainan demonstra como ciência e abertura caminham juntas para promover desenvolvimento compartilhado.

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