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segunda-feira - 17 agosto 2026 - 16:12
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Campanha eleitoral de 2026 começa oficialmente no Brasil com disputa marcada por segurança e soberania

Primeiro dia de propaganda eleitoral reuniu principais candidatos à Presidência em atos realizados em diferentes regiões do país

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Foto: Reprodução

A campanha eleitoral brasileira começou oficialmente neste domingo (16), dando início à fase de propaganda para as eleições de 2026. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, quando os eleitores escolherão o presidente da República, governadores, dois terços do Senado Federal, além de deputados federais e estaduais ou distritais. A propaganda eleitoral está autorizada desde 16 de agosto, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT), iniciou a campanha em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, em um ato realizado no Estádio Primeiro de Maio. O local tem importância na trajetória política do presidente por estar ligado ao movimento sindical do ABC paulista e às greves operárias do fim da década de 1970.

Em seu discurso, Lula colocou a soberania nacional, a segurança pública, a educação e o aproveitamento de recursos minerais estratégicos entre os temas centrais da campanha. O presidente também defendeu que o Brasil avance na industrialização de minerais críticos, incluindo as terras raras, e voltou a apresentar a educação como uma área prioritária de investimento.

A segurança pública também ocupou espaço relevante no primeiro ato do candidato. Lula defendeu mudanças na estrutura de combate ao crime organizado e voltou a tratar da criação de um Ministério da Segurança Pública, proposta condicionada à aprovação de uma mudança constitucional. O tema ganhou peso no debate eleitoral em meio às discussões sobre a atuação do governo federal e dos estados contra organizações criminosas.

Principal nome da oposição na disputa presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL) escolheu a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para abrir sua campanha. O candidato concentrou o discurso em segurança pública, redução de gastos e críticas ao governo federal. Também prometeu classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas.

Flávio Bolsonaro também apresentou a política econômica como um dos eixos de sua candidatura, defendendo redução de impostos, diminuição de gastos e mudanças na administração pública. Na política externa, afirmou que pretende ampliar a capacidade brasileira de negociar acordos comerciais com diferentes potências.

Além dos dois candidatos que concentram as maiores intenções de voto nas pesquisas recentes, outros nomes deram início às atividades de campanha. Ronaldo Caiado (PSD) realizou atos em Goiás, incluindo uma missa e uma carreata, com ênfase na segurança pública e na apresentação de sua candidatura como alternativa aos dois principais polos da disputa.

Romeu Zema (Novo) iniciou a campanha em Montes Claros, em Minas Gerais, enquanto Renan Santos (Missão) realizou um ato em frente à Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo São Francisco. Augusto Cury (Avante) também marcou o início de sua campanha com um evento em Santa Luzia, em Minas Gerais.

A largada oficial ocorre em um cenário eleitoral ainda sujeito a mudanças ao longo das próximas semanas. Pesquisa Quaest divulgada em 14 de agosto apontou Lula com 38% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro, com 31%. Ronaldo Caiado e Renan Santos apareceram com 4% cada, enquanto Romeu Zema registrou 2% e Augusto Cury, 2%.

Com o início da campanha, os candidatos passam a apresentar diretamente aos eleitores suas propostas e prioridades para o próximo governo. A eleição presidencial será realizada simultaneamente às disputas para os demais cargos, em um processo que terá novas etapas de propaganda, debates e mobilização até a votação de outubro.