Cuba celebra o centenário de Fidel Castro com desafios de uma ilha sob pressão, mas também com esperança
Em série especial para a Agência de Notícias Brasil China e o Conexão Ásia, a correspondente do Brasil China em Cuba, Andréa Assef, acompanha em Havana as homenagens pelos 100 anos de Fidel, visitantes de diferentes países, ações humanitárias e o cotidiano cubano em um momento de forte tensão externa
No ano do centenário de nascimento de Fidel Castro, Cuba volta ao centro de discussões que atravessam história, política, cultura e vida cotidiana. Figura central da Revolução Cubana e uma das lideranças revolucionárias mais influentes do século XX, Fidel deixou um legado que segue despertando admiração, críticas e debates dentro e fora da ilha. Em Havana, cerca de 4 mil pessoas ocuparam o Teatro Karl Marx para uma das principais celebrações da data, entre elas 1.500 visitantes de 73 países. Durante duas horas, crianças conduziram um espetáculo marcado por música, poesia e mensagens de esperança, que percorreu momentos da trajetória de Fidel. Na plateia estavam o presidente Miguel Díaz-Canel, o ex-presidente Raúl Castro, Aleida Guevara, filha de Che Guevara, e o dirigente brasileiro João Pedro Stedile.
É nesse cenário que a jornalista Andréa Assef produz uma série especial de vídeos para a Agência de Notícias Brasil China e o Conexão Ásia, acompanhando personagens e iniciativas que ajudam a revelar diferentes dimensões da realidade cubana. Entre eles está Frei Betto, envolvido em ações de solidariedade e ajuda humanitária a Cuba, além de outros brasileiros e estrangeiros mobilizados em apoio à população. A cobertura passa ainda pela Feira Internacional do Livro de Havana, por espaços culturais e por instalações relacionadas à produção cubana, incluindo o universo dos tradicionais charutos Cohiba, compondo um retrato que vai das celebrações oficiais à cultura e à economia do país.
A série procura registrar, sobretudo, como Cuba atravessa este momento: o cotidiano da população, sua produção cultural, as dificuldades econômicas e as estratégias encontradas para seguir em frente em um contexto marcado pelo embargo econômico dos Estados Unidos e por novas pressões do governo estadunidense. Entre homenagens, solidariedade internacional e limitações concretas da vida diária, Andréa percorre Havana para ouvir pessoas e observar um país que, cem anos após o nascimento de Fidel Castro, continua ocupando um lugar singular na história política da América Latina.












