O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o fortalecimento das Forças Armadas e da indústria brasileira de defesa como instrumentos fundamentais para proteger a soberania nacional e os recursos estratégicos do país, incluindo a Floresta Amazônica, as reservas de petróleo, a água doce, as terras raras e outros minerais críticos.
A declaração foi feita durante a apresentação da primeira turbina a gás para geração de energia elétrica movida a etanol desenvolvida no Brasil, realizada no Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em São José dos Campos, no estado de São Paulo.
Durante o evento, Lula relacionou o avanço tecnológico nacional à necessidade de ampliar a capacidade de defesa do país e transformar seus recursos naturais em produtos de maior valor agregado.
Segundo o presidente, o Brasil precisa superar o modelo baseado na exportação de matérias-primas e avançar para uma economia sustentada pela inovação, industrialização e domínio tecnológico.
Lula afirmou que essa preocupação com a indústria de defesa já existia desde seu primeiro mandato, quando identificou a fragilidade do setor no país.
O presidente ressaltou que as Forças Armadas devem estar preparadas para proteger o território nacional, a população e os recursos estratégicos brasileiros, especialmente a Amazônia — considerada a maior floresta tropical do planeta e uma das maiores reservas de biodiversidade do mundo — além das riquezas existentes no subsolo e no fundo do mar.
Ao destacar a importância da soberania sobre esses recursos, Lula questionou quem seria responsável por protegê-los caso o próprio Brasil não estivesse preparado.
“Se a gente não se cuida, quem vai cuidar de nós? Se a gente não tomar conta de nossa fronteira, quem vai tomar por nós? Nosso petróleo está além das 300 milhas. E quem vai tomar conta disso? Quem vai tomar conta da riqueza, que a gente não sabe ainda o que tem no fundo do mar, quem vai tomar conta da riqueza que representam as terras raras, dos minerais críticos? A gente só vê o mundo falar isso, China, Rússia, EUA. E nós?”, afirmou o presidente.
Lula enfatizou que o Brasil não pretende estimular conflitos armados, mas considera indispensável possuir capacidade tecnológica e militar suficiente para garantir sua soberania.
Nesse contexto, o presidente defendeu que a política nacional de defesa esteja diretamente integrada ao desenvolvimento científico, tecnológico e industrial.
Segundo Lula, é necessário compreender que as Forças Armadas existem para assegurar a soberania territorial e a defesa da população brasileira, razão pela qual o fortalecimento da indústria de defesa deve fazer parte da estratégia nacional de desenvolvimento.
O presidente acrescentou ainda que um país com dimensões continentais como o Brasil precisa contar com uma indústria de defesa robusta, capaz de apoiar tanto a proteção do território quanto o avanço tecnológico e industrial nacional.











