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segunda-feira - 27 julho 2026 - 16:24
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Brasil identifica enorme potencial inexplorado de minerais críticos na Amazônia

Estudo revela que a Amazônia Legal concentra quase metade dos processos de pesquisa mineral do país, reforçando seu potencial para impulsionar a transição energética e o desenvolvimento de minerais estratégicos.

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A Agência Nacional de Mineração (ANM) divulgou um estudo que mostra que a Amazônia Legal reúne 48,2% de todos os processos relacionados a minerais críticos e estratégicos do Brasil. Apesar desse enorme potencial geológico, a exploração mineral da região ainda permanece concentrada em um número reduzido de substâncias, indicando um amplo espaço para expansão e diversificação do setor.

O relatório, intitulado “Amazônia Legal: Minerais Críticos e Estratégicos – Diagnóstico Setorial”, foi elaborado para subsidiar a construção da futura Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O documento destaca a diferença entre a riqueza geológica da região e o nível atual de aproveitamento econômico desses recursos.

Atualmente, a produção mineral amazônica está concentrada principalmente em minério de ferro, bauxita, cobre e ouro, enquanto minerais considerados essenciais para a indústria do futuro — como terras raras, cobalto e potássio — ainda não são explorados em escala na região.

Investimentos avançam, mas permanecem concentrados

Entre 2006 e 2024, foram investidos R$ 40,4 bilhões em minas e usinas de beneficiamento de minerais estratégicos na Amazônia Legal, desconsiderando os projetos ligados ao minério de ferro.

Em 2024, o cobre respondeu por 31,3% desses investimentos, seguido pelo níquel (19,8%), alumínio (18,7%), ouro (17,2%) e manganês (11,3%).

Os dados demonstram que, embora os investimentos continuem crescendo, eles permanecem direcionados principalmente aos minerais tradicionalmente explorados, enquanto outros recursos estratégicos ainda apresentam baixo nível de desenvolvimento.

Minerais críticos ganham importância para o futuro

Os investimentos em pesquisa mineral também registraram crescimento significativo.

Entre 2003 e 2024, foram aplicados R$ 4,9 bilhões em atividades de prospecção na Amazônia Legal. Desse total, 65,8% foram destinados à pesquisa de ouro e 19,1% à de cobre, evidenciando que a busca por minerais críticos mais diversificados ainda permanece limitada.

Segundo o estudo, esse cenário demonstra que a região possui um potencial muito superior ao atualmente explorado, especialmente para minerais considerados estratégicos para a transição energética e para as novas cadeias industriais.

Potencial estratégico para a economia verde

Com o avanço da transição energética mundial, minerais como lítio, cobalto, níquel e terras raras tornaram-se essenciais para a fabricação de baterias, veículos elétricos, equipamentos de alta tecnologia e sistemas de geração de energia limpa.

Nesse contexto, a Amazônia Legal desponta como uma região estratégica para o futuro da mineração brasileira. A expectativa é que, com a implementação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, novos investimentos em pesquisa, inovação e desenvolvimento industrial ampliem o aproveitamento sustentável desses recursos, fortalecendo a posição do Brasil nas cadeias globais de minerais estratégicos.