O Brasil criou 1.248.914 empregos formais entre janeiro e setembro de 2026, alta de 2,65% no estoque de vínculos em relação ao início do ano, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Somente em setembro, o saldo foi de 121.305 postos, resultado de 2.214.437 admissões e 2.093.132 desligamentos. Com isso, o país chegou a 48.359.577 vínculos formais. O saldo mede a diferença entre contratações e desligamentos registrados no período.
Serviços responderam pelo maior número de vagas no mês, com saldo positivo de 81.241. Na sequência vieram indústria, com 19.285; comércio, com 15.697; e construção, com 9.468. A agropecuária foi o único dos cinco grandes grupamentos com resultado negativo, de 4.381 postos.
O saldo de setembro foi positivo em 26 das 27 unidades da Federação. São Paulo abriu 19.391 vagas, Pernambuco 13.371 e Alagoas 11.110. No acumulado de janeiro a setembro, todos os estados tiveram saldo positivo; São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideraram em números absolutos.
O salário médio real de admissão ficou em R$ 2.429,41 em setembro. O valor caiu 0,05% ante agosto, mas ficou 1,88% acima do registrado no mesmo mês de 2025, segundo o ministério.
Os dados mostram expansão do emprego formal no acumulado do ano, com forte concentração do saldo mensal no setor de serviços. A leitura não equivale, por si só, a uma medida completa do desemprego: o Novo Caged acompanha vínculos formais e pode receber ajustes posteriores em declarações fora do prazo.



