O Brasil apresentará na COP31 sua experiência de preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) para responder a emergências relacionadas às mudanças climáticas. A conferência da ONU será realizada de 9 a 20 de novembro, em Antália, na Turquia.
O Ministério da Saúde pretende destacar três frentes: a adaptação da infraestrutura de saúde, a capacidade de atendimento em situações de desastre e o uso de dados para antecipar riscos. A apresentação dá ao país um foco de saúde pública na agenda climática, complementar aos roteiros de transição energética e combate ao desmatamento já publicados pelo portal.
Segundo a pasta, o programa AdaptaSUS reúne cerca de R$ 10 bilhões em investimentos para fortalecer a capacidade de adaptação do sistema. A Força Nacional do SUS realizou, desde 2023, 104 missões em 25 estados, com 2.423 profissionais mobilizados e 86.918 atendimentos, de acordo com o balanço divulgado pelo ministério.
Cinco bases regionais da força estão em operação, em Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, Manaus e Porto Velho. O governo prevê instalar mais quatro até o fim de 2026, em Recife, Fortaleza, Campo Grande e Belém. A base de Manaus acompanha impactos das queimadas na qualidade do ar e o abastecimento de oxigênio medicinal em 62 municípios.
O ministério também informa que implantou oito Centros de Informação em Saúde e Clima para apoiar gestores na análise de dados sobre vulnerabilidades e riscos. Na agenda internacional, o Brasil pretende defender cooperação entre países e financiamento climático para sistemas de saúde.
Durante a COP31, o governo também buscará ampliar a adesão ao Plano de Ação em Saúde de Belém, lançado na COP30. Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa reúne 60 ações, tem apoio de mais de 50 organizações e foi endossada por 40 países.



