A China enviou nesta terça-feira (18) o primeiro lote de suprimentos de emergência à Colômbia para apoiar as operações de resposta ao terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país em 10 de agosto. Os materiais foram despachados de Pequim e destinados às áreas afetadas pelo desastre.
O terremoto atingiu principalmente regiões do oeste e centro da Colômbia e provocou centenas de mortes, milhares de feridos e danos a moradias e estruturas essenciais. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou que o desastre também afetou serviços como abastecimento de água, energia, saúde, educação e telecomunicações.
A decisão de enviar assistência ocorre após manifestações de solidariedade das autoridades chinesas. Em 11 de agosto, o presidente Xi Jinping encaminhou mensagem de condolências ao presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, expressando pesar pelas vítimas e solidariedade às famílias atingidas e aos feridos.
No dia seguinte, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que Pequim estava disposta a oferecer ajuda de acordo com as necessidades apresentadas pela Colômbia. Na mesma ocasião, o governo chinês informou que não havia registro de cidadãos chineses mortos ou feridos no terremoto e que a embaixada chinesa no país acompanhava a situação dos cidadãos chineses na região afetada.
A assistência chinesa se soma a uma mobilização internacional diante da dimensão do desastre. A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho lançou um apelo de 25 milhões de francos suíços para ampliar a resposta humanitária, enquanto diferentes países e organizações internacionais disponibilizaram recursos e apoio às autoridades colombianas.

O Banco Mundial também anunciou a liberação de US$ 200 milhões para apoiar a resposta colombiana ao terremoto. Os recursos devem contribuir para necessidades emergenciais e para a recuperação de áreas afetadas, incluindo ações relacionadas à saúde, habitação e apoio a pequenas e médias empresas.
Além do apoio governamental, empresas chinesas que operam na Colômbia também mobilizaram equipes para contribuir com as operações de emergência. Segundo informações divulgadas pelo embaixador chinês no país, Zhu Jingyang, companhias chinesas colocaram seus recursos à disposição das ações de resgate após o terremoto.
O envio de suprimentos ocorre, portanto, em uma etapa em que a Colômbia passa da resposta imediata ao desastre para os primeiros esforços de recuperação. Além das operações de busca e atendimento às vítimas, o país enfrenta a necessidade de reconstruir moradias e infraestrutura danificadas pelo terremoto.
A iniciativa chinesa acrescenta uma frente de cooperação humanitária à relação entre os dois países em um momento de emergência nacional. A assistência internacional deverá permanecer relevante à medida que as autoridades colombianas avaliam os danos e definem as prioridades para a reconstrução das regiões atingidas.












