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quarta-feira - 28 outubro 2026 - 07:34
Início Bilateral Cientista brasileira passa a integrar a Academia Chinesa de Ciências

Cientista brasileira passa a integrar a Academia Chinesa de Ciências

Bioquímica Helena Nader torna-se membro estrangeiro da principal instituição científica da China e reforça a cooperação entre os dois países em pesquisa e inovação.

A bioquímica brasileira Helena Nader, presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), foi oficialmente diplomada como membro estrangeiro da Academia Chinesa de Ciências (ACC), passando a integrar a instituição nesta terça-feira, em Beijing.

Com a nomeação, Helena Nader torna-se a terceira brasileira a ingressar no quadro de membros estrangeiros da Academia Chinesa de Ciências.

Segundo informações publicadas no site oficial da ACC, a pesquisadora é reconhecida por suas contribuições na área da glicobiologia e por seu papel no fortalecimento da cooperação científica entre China e Brasil, incluindo o incentivo aos intercâmbios acadêmicos entre a Academia Chinesa de Ciências e a Academia Brasileira de Ciências.

Durante a cerimônia de diplomação dos membros estrangeiros eleitos em 2025, o presidente da Academia Chinesa de Ciências, Hou Jianguo, agradeceu as importantes contribuições dos integrantes estrangeiros para a promoção dos intercâmbios científicos entre a China e outros países.

Hou afirmou ainda que a ACC continuará promovendo uma cooperação científica profunda, transnacional e interdisciplinar, trabalhando em conjunto com seus membros estrangeiros para ampliar as contribuições à pesquisa de fronteira e ao enfrentamento dos principais desafios globais.

Em seminário realizado após a cerimônia, Helena Nader destacou que o cenário internacional atual, marcado por desafios como as mudanças climáticas, a perda da biodiversidade, as ameaças à saúde pública, a insegurança alimentar e hídrica, o rápido avanço da inteligência artificial e o enfraquecimento do multilateralismo, torna a cooperação científica internacional mais necessária do que nunca.

Segundo a cientista brasileira, a Academia Chinesa de Ciências ocupa uma posição singular no cenário científico contemporâneo e reúne condições para exercer liderança não apenas pela excelência de sua produção científica, mas também por sua capacidade de promover uma cooperação internacional mais inclusiva, equilibrada e representativa da diversidade científica mundial.

A Academia Chinesa de Ciências é a mais alta instituição acadêmica e o principal centro nacional de estudos estratégicos em ciência e tecnologia da China. Além de desempenhar papel central na pesquisa básica, a instituição também atua como força estratégica nacional para o desenvolvimento integrado de tecnologias de ponta e da inovação científica no país.