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Startup chinesa busca desenvolver fusão nuclear pela metade do custo de rivais dos EUA, diz mídia

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Xinhua, Cheng Li

Na busca para obter a dianteira na corrida pela inovação em energia limpa, a Energy Singularity de Xangai pretende arrecadar US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,8 bilhões) para desenvolver uma tecnologia de fusão nuclear de última geração, o que equivale à metade dos custos estimados por concorrentes norte-americanas.

De acordo com o Financial Times (FT), uma start-up de Xangai fundada em 2021, a Energy Singularity visa desenvolver uma tecnologia de última geração — um tokamak, uma máquina que deve estar no centro das usinas de energia de fusão.

A start-up chinesa é uma das pelo menos 45 empresas em cerca de 13 países que trabalham para comercializar a fusão nuclear, usando diversas abordagens tecnológicas e fontes de combustível, de acordo com a Fusion Industry Association, sediada nos EUA.

Apesar de ainda ser considerada por muitos especialistas como incipiente, a tecnologia de energia de fusão, se for concretizada, pode significar um avanço na busca por energia limpa.

A fusão nuclear — onde isótopos de hidrogênio se fundem após serem aquecidos a temperaturas extremas, liberando energia — tem o potencial de fornecer eletricidade abundante sem emissões e sem resíduos nucleares radioativos de longa duração.

Ainda de acordo com a apuração, a Energy Singularity espera ser capaz de alavancar as poderosas cadeias de suprimentos da China para obter componentes de fusão essenciais, incluindo o material supercondutor de alta temperatura (HTS, na sigla em inglês). A empresa disse que cerca de 95% dos materiais para seu primeiro dispositivo, o Honghuang 70 ou HH70, foram produzidos localmente com cerca de US$ 110 milhões (aproximadamente R$ 614,9 milhões), destacando o “acúmulo de longo prazo” de vantagens na tecnologia de energia nuclear chinesa.

“Temos uma vantagem de custo em materiais, em pessoal, em tudo […] achamos que o custo na China seria pelo menos 50% menor do que construir o mesmo tipo de máquina nos EUA”, afirmou o diretor de operações e cofundador da Energy Singularity, Ye Yuming, segundo o FT.

A startup atualmente cresceu para cerca de 135 funcionários e está mirando cerca de US$ 500 milhões em futuras rodadas de arrecadação de fundos enquanto tenta desenvolver seu dispositivo de fusão nuclear de próxima geração, o HH170, até 2027.

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