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sexta-feira - 27 março 2026 - 18:49
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O encanto da Rua Wuyi: quanto mais tarde, mais saborosa

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(Foto: Editorial)

A comitiva de mídia chinesa no exterior em 2026 visita o mercado noturno da Rua Wuyi, em Shashi

Na noite de 27 de março, a atividade “Sonhando com a China · Conhecendo Hubei” – visita de imprensa de mídia chinesa no exterior de 2026 chegou à Rua Wuyi, em Shashi. Representantes de mais de 20 veículos de mídia chinesa de 18 países e regiões sentiram, nesta centenária rua histórica, o charme único de um “Shashi cheio de sabor”.

De terreno abandonado a ponto turístico popular

Com a chegada da noite, a Rua Wuyi se ilumina intensamente. Sob a orientação da guia Zhou Yalin, os jornalistas visitaram primeiro a “Mercearia do Tempo”. O local, que antes era um terreno abandonado após reformas urbanas, foi transformado em um estacionamento com mais de 500 vagas e um café de estilo retrô.

“Preservamos ruínas das décadas de 1980 e 1990, reforçamos a estrutura e introduzimos a marca local ‘Café Encontro’”, explicou a guia. “Assim, a antiga rua ganha um toque moderno, ao mesmo tempo em que revitaliza os ativos urbanos.”
Os jornalistas registraram o contraste entre as paredes antigas desgastadas e o café contemporâneo.

(Foto: Editorial)

Teatro de varanda: um novo cenário na velha rua

Seguindo pela rua, o aroma das comidas toma conta do ambiente. Restaurantes tradicionais como Tianfuyuan Chuan Chuan, Wang Daping (pratos de miúdos de cordeiro) e o famoso macarrão de arroz da Rua Wuyi seguem cheios de clientes. Após a revitalização, o faturamento dos comerciantes chegou a quadruplicar.

A atenção dos visitantes foi atraída por aplausos — um espetáculo estava em andamento no pequeno teatro de varanda da rua. Em varandas retrô, os atores interagem com o público abaixo. Durante o Ano Novo e o Festival da Primavera, apresentações semelhantes atraíram cerca de 300 mil visitantes, com mais de 51 milhões de visualizações online.

Um visitante comentou:
“Vi esse lugar em vídeos curtos, mas estar aqui pessoalmente é ainda mais interessante.”

(Foto: Editorial)

Bairro nostálgico: recriando memórias do passado

Mais adiante, um enorme mural inspirado no jogo “Super Mario” chama a atenção. A fachada de um prédio foi transformada em uma interface de videogame, enquanto do outro lado da rua há uma sala interativa para os visitantes controlarem o jogo — um ponto popular para fotos.

Na área nostálgica, murais que somam 2.000 m² recriam momentos históricos de Shashi. Elementos do período republicano e referências de época despertam emoções em diferentes gerações. São mais de 30 pontos “instagramáveis”.

“Aqui havia construções antigas e perigosas, com pouca iluminação noturna”, explicou a guia. “Mantivemos vielas antigas e portais históricos, incorporando arte e iluminação para dar nova vida à rua.”

Segundo informações, o distrito de Shashi implementou o projeto das “quatro microações” (microtransformação, microrrenovação, microaprimoramento e microgestão), conectando ruas antigas como Dasaixiang, Wuyi e Shengli em um “mapa de sabores”. Durante o último Ano Novo Chinês, a região recebeu cerca de 1,1 milhão de turistas, com mais de 60 milhões de visualizações online.

(Foto: Editorial)

Do cotidiano ao símbolo da cidade

Um jornalista brasileiro destacou que “Shashi cheio de sabor” não é apenas um conceito turístico, mas uma marca que integra vida urbana, cultura e economia.

Por meio de iniciativas como curadores urbanos, teatros de varanda e festivais culturais, a cidade transforma o cotidiano em experiências imersivas, vivenciáveis e consumíveis.

Brasileiros valorizam a vida e a gastronomia, e o ambiente vibrante de Shashi transmite essa mesma energia. A revitalização da Rua Wuyi preserva memórias ao mesmo tempo em que gera valor econômico — algo bastante inspirador.

No Brasil, bairros como a Lapa, no Rio de Janeiro, e o Beco do Batman, em São Paulo, seguem lógica semelhante: áreas antigas onde arte, música e vida urbana se encontram. A renovação da Rua Wuyi não envolveu grandes demolições, mas sim pequenas intervenções que preservam a história e revitalizam o espaço.

Essa abordagem representa não apenas um modelo chinês de renovação urbana, mas também uma experiência valiosa para cidades do mundo todo.

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