22.9 C
São Paulo
segunda-feira - 16 fevereiro 2026 - 20:09
Início Bilateral Ministra brasileira ressalta papel estratégico da China na agenda climática global

Ministra brasileira ressalta papel estratégico da China na agenda climática global

Marina Silva defende sinergia entre países em desenvolvimento na transição para economias de baixo carbono durante a COP30, em Belém

0
7
(Foto: Reprodução)

No segundo dia da COP30, realizada em Belém, no Pará, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, colocou a parceria com a China no centro do debate sobre a transição ecológica. Em meio às discussões sobre o papel dos países em desenvolvimento na construção de economias de baixo carbono, a ministra destacou que o gigante asiático tornou-se um dos principais motores tecnológicos da agenda climática mundial, com impacto direto na capacidade de outros países reduzirem emissões.

Segundo Marina, o enfrentamento da crise climática exige uma ação coordenada em escala global, na qual o chamado Sul Global assume uma dupla responsabilidade: contribuir para a solução e, ao mesmo tempo, lidar com vulnerabilidades históricas de ordem social, econômica e ambiental. Nesse grupo, que inclui Brasil, China, Índia, África do Sul e diversas nações em desenvolvimento, a ministra vê um espaço crescente para cooperação em políticas públicas, financiamento e inovação verde.

A China foi citada como exemplo emblemático dessa dinâmica. Ao investir pesadamente em pesquisa, produção em escala e cadeias industriais de baixo carbono, o país ajudou a reduzir de forma significativa o custo de tecnologias como a energia solar fotovoltaica, a geração eólica e os veículos elétricos. Para o Brasil, essa trajetória abre caminho para ampliar parcerias em áreas como energias renováveis, transporte limpo e infraestrutura resiliente, reforçando o papel de ambos como referências globais na transição energética.

Marina também ressaltou que o protagonismo chinês não se limita ao território nacional: ao democratizar o acesso a equipamentos e soluções de baixo carbono, o país contribui para que outras economias consigam acelerar seus próprios processos de descarbonização. Na visão da ministra, essa “exportação” de tecnologia e capacidade produtiva é um componente central da nova geopolítica climática, em que cooperação e complementaridade pesam mais do que disputas comerciais.

Ao defender maior sinergia entre iniciativas tecnológicas, políticas e financeiras, a ministra reforçou a mensagem de que a COP30 deve ser um marco de implementação concreta, e não apenas de declarações de intenção. Para o Brasil, anfitrião da conferência, o alinhamento com parceiros como a China é visto como peça-chave para transformar metas climáticas em resultados reais, tanto na redução de emissões quanto na geração de empregos verdes e no combate às desigualdades sociais ligadas à crise climática.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui