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quinta-feira - 22 janeiro 2026 - 00:27

Executivo da farmacêutica SinoVac cobrou fim de ataques à China para não atrasar insumos ao Brasil

Os reiterados ataques do governo brasileiro à China levaram a farmacêutica SinoVac — responsável por desenvolver a CoronaVac, a vacina contra covid-19 mais aplicada no Brasil até o momento — a cobrar uma mudança de posicionamento do Palácio do Planalto para garantir o envio de insumos ao Instituto Butantan. A informação consta em documento sigiloso do Itamaraty enviado à CPI da Covid, ao qual o jornal O Globo teve acesso.

O texto relata uma reunião ocorrida em 19 de maio, na capital chinesa, entre diplomatas e representantes brasileiros com o presidente da SinoVac, Weidong Yan. Segundo o documento, o executivo chinês pediu uma mudança no posicionamento político do Brasil para que houvesse uma relação “mais fluida” entre os países.

“Fez questão de ressaltar a importância do apoio político para a realização das exportações, e mesmo a possibilidade de tratamento preferencial a determinados países”, diz o texto.

A informação divulgada pelo jornal O Globo contradiz os depoimentos dados à CPI da Covid pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e pelo ex-chanceler Ernesto Araújo, que negaram que as falas do presidente Jair Bolsonaro em relação à China tenham interferido no envio dos insumos para a produção de vacinas no Brasil.

Conforme os documentos enviados à comissão do Senado, o presidente da SinoVac afirmou ter uma boa relação com o Instituto Butantan, de São Paulo, mas afirmou que “poderia ser útil que o acordo entre as empresas fosse visto como uma demanda do governo brasileiro”.

O texto também revela a vontade do executivo chinês em receber uma correspondência do Brasil “no nível político” — expressando a expectativa sobre a quantidade de insumos necessária e o cronograma de suprimento de vacinas.

A reunião citada pelo jornal O Globo ocorreu dias após Bolsonaro falar em “guerra química” e mencionar teorias conspiratórias segundo as quais o vírus da covid-19 teria sido criado em laboratório, algo que cientistas já disseram ser improvável, ou que teria se espalhado a partir a ingestão de um “animal inadequado” — em referência a vídeos que mostrariam chineses tomando sopa de morcego, um hábito que não é comum no país asiático.

— É um vírus novo, ninguém sabe se nasceu em laboratório ou se nasceu por algum ser humano ingerir um animal inadequado. Mas está aí, os militares sabem que o que é guerra química, bacteriológica e radiológica. Será que não estamos enfrentando uma nova guerra? Qual o país que mais cresceu seu PIB? Não vou dizer para vocês. O que está acontecendo com o mundo todo, com sua gente e com o nosso Brasil? — questionou em 5 de maio.

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