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quinta-feira - 30 julho 2026 - 13:01
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Duas exposições aproximam China e Brasil por meio da cultura

Mostras realizadas nos dois países reforçam o diálogo entre diferentes civilizações e aprofundam os laços culturais sino-brasileiros

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Foto: Xinhua/Zhang Chenlin

Duas exposições realizadas simultaneamente na China e no Brasil estão fortalecendo o intercâmbio cultural entre os dois países e consolidando a arte e o patrimônio histórico como importantes instrumentos de aproximação entre seus povos. Integradas à programação do Ano Cultural China-Brasil 2026, as mostras apresentam ao público aspectos marcantes da identidade cultural de ambas as nações.

No Museu Nacional da China, em Beijing, a exposição “O Brasil de Portinari” reúne 56 obras originais de Candido Portinari, um dos maiores nomes da arte moderna brasileira. A mostra oferece ao público chinês uma visão abrangente da trajetória artística do pintor, incluindo estudos preparatórios dos painéis “Guerra e Paz”, produzidos para a sede das Nações Unidas.

Durante a abertura da exposição, João Candido Portinari, filho do artista, destacou que a iniciativa busca apresentar ao público um retrato autêntico do Brasil, revelando sua diversidade humana, cultural e social por meio da obra do pintor. Para muitos visitantes chineses, a exposição representa uma oportunidade de conhecer mais profundamente a história, os desafios e a sensibilidade do povo brasileiro.

A mostra também despertou grande interesse entre brasileiros residentes na China, que consideraram a receptividade do público chinês um reflexo do fortalecimento das relações culturais entre os dois países. Segundo visitantes, a arte tem se mostrado uma poderosa ferramenta para ampliar o entendimento mútuo e aproximar sociedades separadas pela distância geográfica.

Enquanto isso, no Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, foi inaugurada a exposição “Sabores da Tradição – História da Alimentação na China Antiga”, organizada pelo Museu Nacional da China. A mostra apresenta mais de uma centena de peças históricas ligadas à cultura alimentar chinesa, entre cerâmicas, bronzes, objetos de jade, porcelanas e utensílios utilizados ao longo de diferentes períodos da história da China.

Além da exposição de relíquias históricas, o público brasileiro pode participar de experiências interativas e conhecer aspectos da culinária tradicional chinesa, como a origem de ingredientes e o preparo de alimentos típicos, proporcionando uma imersão na riqueza da civilização chinesa.

Representantes do Museu Nacional da China destacaram que a alimentação constitui uma linguagem universal capaz de aproximar diferentes culturas e expressar valores, tradições e modos de vida desenvolvidos ao longo de milhares de anos. A expectativa é que a exposição desperte o interesse do público brasileiro pela história e pela cultura chinesas, fortalecendo ainda mais os vínculos entre os dois países.

Para a direção do Museu Histórico Nacional, tanto a presença das obras de Portinari em Beijing quanto a exposição da cultura alimentar chinesa no Brasil demonstram o papel dos museus como espaços de diálogo intercultural. A instituição avalia que iniciativas desse tipo contribuem não apenas para ampliar o conhecimento recíproco entre chineses e brasileiros, mas também para criar bases sólidas para futuras cooperações nas áreas cultural, educacional, turística e econômica.

Foto: Xinhua/Jin Haoyuan