No dia 28 de janeiro de 2026, o evento cultural “Cultura e Inovação Chinesas: diálogos criativos a partir do Ano Novo Chinês” foi realizado em São Paulo, reunindo profissionais para um intercâmbio aprofundado sobre cultura e branding. Promovida pelo IPG Health Brasil, um dos principais grupos internacionais de comunicação da América Latina, a iniciativa aconteceu na sede da empresa e contou com a participação de cerca de 80 profissionais das áreas de comunicação, marketing e construção de marcas. Patrocinado pela Agência Brasil China, o encontro combinou palestras temáticas, exposições culturais e degustação de chás, explorando o valor concreto da cultura tradicional chinesa na construção de marcas contemporâneas.
João Consorte, presidente do IPG Health Brasil, esteve presente e participou ativamente das discussões. Ele destacou que, como um dos principais executivos do maior grupo de marketing em saúde da América Latina, considera essencial compreender como a cultura chinesa pode oferecer narrativas de marca mais profundas e emocionalmente conectadas. Segundo Consorte, com a presença crescente de empresas chinesas no mercado brasileiro, a simples tradução linguística já não é suficiente: a comunicação local exige compreensão do espírito cultural chinês e de seus costumes sociais.

Em sua fala, o presidente da Chinarte Cultura e Comunicação, Bob Wei, ressaltou que a cultura é um recurso estratégico fundamental para que marcas alcancem diferenciação competitiva. Ele afirmou que a percepção ocidental sobre a China não deve se limitar à eficiência, velocidade ou tecnologia, pois o país também possui um vasto repertório de símbolos florais, tradições artísticas e sistemas simbólicos profundos, que influenciam de forma contínua o comportamento do consumidor e a lógica de mercado.
Nesse contexto, a peônia, símbolo de forte carga cultural, ocupou o centro da programação. Conhecida na China como o “rei das flores”, a peônia representa prosperidade, abundância e uma vida harmoniosa, além de ser um importante recurso econômico. Wei Bo explicou que a cidade de Heze, na província de Shandong, é o principal polo da indústria da peônia na China, tendo desenvolvido uma cadeia produtiva completa baseada nessa flor — que inclui óleo de peônia, cosméticos, produtos de higiene, chás e itens de saúde — configurando um modelo de economia moderna enraizada na cultura tradicional.

Durante o evento, a diretora executiva da Agência Brasil China, Thayna, apresentou em destaque o 4º Fórum Internacional de Comunicação da Peônia de Heze, que será realizado em 9 de abril de 2026, na China. Ela explicou que o fórum reunirá representantes de marcas, mestres de patrimônio cultural imaterial, comunicadores culturais e acadêmicos de diversos países, com o objetivo de apresentar o valor cultural e a escala industrial da peônia. Thayna também convidou os presentes a visitarem Heze, para vivenciar de perto a integração entre cultura da peônia e desenvolvimento urbano chinês.

Ao longo da programação, foram exibidas diversas obras artesanais tradicionais vindas de Heze, incluindo porcelanas, pinturas chinesas e esculturas, que evidenciaram a estética e a sensibilidade das artes chinesas. Os convidados também degustaram chá de peônia e quitutes típicos, participando de uma experiência imersiva que revelou a delicadeza e a profundidade da cultura chinesa. Pequenos brindes culturais foram oferecidos aos participantes, tornando-se lembranças simbólicas do encontro.

Segundo os organizadores, o evento reforçou a ideia de que, no contexto da comunicação global, as marcas verdadeiramente duradouras nascem da exploração profunda de símbolos culturais e da construção de vínculos emocionais. No caso da China, essa identidade está enraizada em imagens florais, festividades tradicionais e em uma memória civilizatória contínua — elementos que se consolidam cada vez mais como pontes culturais entre a China e o mundo.



