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sexta-feira - 06 novembro 2026 - 20:12
Início Canal Beijing 2022 Ministério das Relações Exteriores da China refuta alegações de “diplomacia coercitiva”

Ministério das Relações Exteriores da China refuta alegações de “diplomacia coercitiva”

O Ministério das Relações Exteriores da China anunciou que recebeu pedidos de visto de oficiais dos Estados Unidos para participar nos Jogos Olímpicos de Inverno de Beijing 2022 e os processará de acordo com as práticas internacionais padrão, regulamentos relevantes e o princípio de reciprocidade.

O porta-voz do ministério, Zhao Lijian, confirmou essa intenção na segunda-feira em uma coletiva de imprensa diária, depois de relatos que o governo dos EUA recentemente apresentou à China um pedido de visto de três meses com uma lista de 18 nomes para participar nos Jogos, bem como garantias de segurança e apoio médico aos atletas estadunidenses.

Zhao disse que, sem receberem convites e num ato de manipulação política, os EUA “dirigiram e encenaram a farsa de não enviar uma delegação diplomática ou oficial aos Jogos Olímpicos de Inverno de Beijing”.

“Uma vez mais, pedimos aos EUA que sigam o espírito olímpico na prática, evitem politizar os esportes e cessem as palavras e atos errôneos que perturbem ou prejudiquem os Jogos Olímpicos de Inverno de Beijing”, disse Zhao.

Zhao rejeitou ainda os comentários feitos pelo primeiro-ministro canadense Justin Trudeau, dizendo que “não se enquadram nos fatos e estão repletos de mal-entendidos e erros de cálculo em relação à China”.

Em uma entrevista no sábado, Trudeau afirmou que a China estava “jogando” os países ocidentais uns contra os outros, acrescentando que essas nações deveriam “mostrar uma frente única” contra a cada vez mais “diplomacia coercitiva” de Beijing.

“A diplomacia da China é honesta. A China nunca se envolve em provocações ou coerção”, rebateu Zhao. Pelo contrário, “a China foi vítima da diplomacia coercitiva dos EUA”, acrescentou.

Os EUA planejaram o “incidente Meng Wanzhou” em uma tentativa de suprimir e conter o desenvolvimento das indústrias de alta tecnologia da China, disse Zhao.

“Um punhado de países liderados pelos EUA interfere sem escrúpulos nos assuntos internos da China, nas questões relacionadas a Hong Kong e Xinjiang, em nome da democracia e dos direitos humanos, tentando impor as suas ‘regras’ à China. É uma diplomacia totalmente coerciva”, disse.

Zhao enfatizou que as relações entre a China e o Canadá atravessam uma encruzilhada e Ottawa deve pensar com clareza se vê a China como parceira ou adversária.

“Esta é uma questão fundamental sobre o futuro dos laços bilaterais que o Canadá deve ponderar como responder”, prosseguiu.

Zhao exortou Ottawa a descartar as perceções errôneas da China e a encarar o país de maneira objetiva e racional.

“O Canadá deve substituir sua percepção errada da China por uma visão objetiva e racional, adotar uma política chinesa positiva e pragmática (…) e trazer as relações bilaterais de volta ao caminho certo do desenvolvimento”, concluiu.