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domingo - 07 junho 2026 - 20:38
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Governo dos EUA vê moeda digital da China como possível ameaça ao dólar

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Diante dos avanços da China na implementação de sua moeda digital do banco central (CBDC), o governo dos Estados Unidos se demonstra preocupado que a criptomoeda chinesa possa ameaçar a soberania monetária do dólar. De acordo com a Bloomberg, fontes familiarizadas com o assunto revelaram que múltiplos departamentos do governo de Joe Biden estão se mobilizando para estudar as potenciais implicações futuras.

Funcionários do Pentágono, Conselho de Segurança Nacional, Departamento de Estado e Tesouro americano estão preocupados com a ameaça que o iuan digital pode representar para a estrutura financeira global de hoje, de acordo com fontes que falaram com a Bloomberg sob a condição de anonimato. A principal preocupação está na possibilidade da CBDC chinesa destronar o dólar como moeda de reserva dominante no mundo.

Outra possibilidade que alerta o governo dos Estados Unidos é que a criptomoeda estatal chinesa seja usada para driblar sanções americanas. Por isso, as autoridades estão se mobilizando para entender melhor o funcionamento dessa CBDC, como ela irá operar e ser distribuída.

O governo americano está convencido de que a China não tem a intenção de usar diretamente o iuan digital contra as sanções. Justamente pela atual dominância mundial do dólar, os EUA possuem o poder de cortar o acesso de empresas e até mesmo de países inteiros ao sistema financeiro global. Contudo, o cenário pode mudar se essa soberania monetária for ameaçada.

As autoridades chinesas já revelaram que o principal objetivo por trás de sua CBDC é a substituição de notas e moedas por dinheiro digital, enquanto se reduz o uso de criptomoedas como o bitcoin (BTC) e se complementa o atual sistema de pagamentos eletrônicos.

Além disso, o banco central da China também quer explorar o potencial que o iuan digital tem para pagamentos internacionais. O governo chinês já lançou um projeto para estudar essa possibilidade com o Banco de Compensações Internacionais (BIS) e outros países. Porém, para que isso seja possível, acordos e regulamentações globais teriam que ser firmados.

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