(Agência/Redação, Xishuangbanna, Yunnan, 27 de abril) — Em meio à crescente atenção global às mudanças climáticas e à preservação ambiental, uma iniciativa voltada à observação e proteção das florestas tropicais está em andamento em Xishuangbanna, no sul da China. Como parte da ação “Yunnan Colorida: Mídias Chinesas no Exterior Apresentam ao Mundo”, cerca de 50 representantes de veículos de comunicação de língua chinesa, vindos de 23 países, visitaram o Parque da Floresta Tropical de Xishuangbanna, conhecido como um retrato das florestas tropicais do país.

Frequentemente comparada à Amazônia, a região abriga um dos raros ecossistemas de floresta tropical da China. Localizado nos arredores da cidade de Jinghong, o parque foi criado em 1995 e ocupa uma área de aproximadamente 1.800 hectares, com mais de 97% de seu território preservado. Trata-se de uma das áreas de floresta original mais bem conservadas ao sul do Trópico de Câncer.

Ao adentrar a floresta, o ambiente úmido e a vegetação densa criam uma paisagem marcada por cipós, árvores de grande porte e múltiplas camadas de verde. Para jornalistas que já visitaram a Amazônia brasileira, o cenário desperta familiaridade, mas também diferenças — enquanto a floresta amazônica impressiona pela escala e aspecto selvagem, Xishuangbanna se destaca pela integração entre natureza e presença humana.
Com base na conservação ambiental, o parque desenvolveu um modelo de turismo ecológico que combina preservação e valorização cultural. Um dos destaques é a apresentação “voo dos pavões”, em que aves são soltas na floresta e cruzam o céu em grupo, compondo uma cena que se tornou símbolo da região.
Outras atrações incluem aldeias tradicionais, trilhas na floresta, passarelas elevadas e áreas de imersão ecológica, proporcionando ao visitante uma experiência direta com o ambiente natural. Nesse contexto, a natureza deixa de ser apenas um objeto de contemplação e passa a integrar o cotidiano e as atividades turísticas.

Além disso, o parque incorpora elementos do patrimônio cultural imaterial e do consumo contemporâneo. A partir do símbolo do pavão, foram desenvolvidos produtos como artesanato e itens temáticos, permitindo transformar recursos naturais em valor econômico de forma sustentável.
Segundo Wang Shuhua, vice-presidente do jornal West Africa Business News, Xishuangbanna representa mais do que uma floresta: expressa uma forma de relação entre o ser humano e a natureza, baseada no equilíbrio entre preservação e uso responsável.

De regiões como a Amazônia até Xishuangbanna, florestas tropicais em diferentes partes do mundo enfrentam desafios semelhantes. Cada uma, à sua maneira, busca responder à mesma questão: como preservar o “coração verde” do planeta diante das demandas do desenvolvimento contemporâneo.












