A China decidiu, por enquanto, não rever o limite de importação para a carne bovina brasileira, mesmo após o Brasil atingir a cota estabelecida para 2026. A sinalização foi dada por representantes da Embaixada da China durante reunião com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), realizada em 28 de julho, em Brasília.
Segundo a informação apresentada na reunião, Pequim pretende acompanhar primeiro o cumprimento dos volumes destinados aos demais países fornecedores antes de avaliar uma eventual revisão dos limites. Além do Brasil, a Austrália também já atingiu integralmente sua cota, enquanto Uruguai e Argentina ainda não teriam utilizado todo o volume estabelecido.
A cota brasileira para 2026 foi estabelecida em 1,106 milhão de toneladas. O mecanismo de salvaguarda, adotado pela China entre 1º de janeiro de 2026 e 31 de dezembro de 2028, prevê aumento progressivo desse limite: para 1,128 milhão de toneladas em 2027 e 1,151 milhão em 2028.
A decisão chinesa ocorre enquanto o setor brasileiro acompanha os efeitos do esgotamento da cota. Segundo Ronei Lauxen, presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Rio Grande do Sul (Sicadergs), alguns frigoríficos reduziram a produção, anunciaram férias coletivas e redirecionaram produtos.
O planejamento do setor prevê a retomada do ciclo de abates, cortes, embalagem e congelamento a partir de outubro, com expectativa de novos embarques entre novembro e dezembro. A próxima cota será renovada em janeiro de 2027.












