China e Jordânia reforçam solução política para a questão palestina

A questão palestina esteve no centro das conversas entre o presidente da China, Xi Jinping, e o rei Abdullah II da Jordânia, em Pequim, na segunda-feira (24). Os dois governos reafirmaram a defesa de uma solução de dois Estados e do estabelecimento de um Estado palestino independente. Em declaração conjunta, China e Jordânia classificaram essa alternativa como o caminho para uma paz justa e duradoura na região.

Durante o encontro, Xi apresentou quatro princípios que, segundo o governo chinês, devem orientar os esforços para solucionar a questão palestina. O primeiro é a defesa de uma saída política, com a retomada das negociações entre palestinos e israelenses e a criação de um Estado palestino independente.

O segundo princípio estabelece que os próprios palestinos devem exercer o governo sobre seu território, incluindo a administração da Cisjordânia e a reconstrução de Gaza no período posterior ao conflito. O terceiro destaca a proteção da população civil e a necessidade de garantir a chegada de ajuda humanitária, com participação da comunidade internacional e atuação do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Por fim, Xi defendeu que qualquer solução deve respeitar o direito internacional e buscar justiça e equidade, considerando as causas mais profundas do conflito. A proposta chinesa mantém, assim, a diplomacia e a solução de dois Estados como eixo de sua posição sobre a questão palestina.

A posição foi apresentada durante uma visita de Estado de Abdullah II à China, que também serviu para ampliar a cooperação entre Pequim e Amã. Os dois países discutiram relações econômicas e comerciais e assinaram documentos de cooperação em diferentes áreas. Xi também destacou o papel da Jordânia no Oriente Médio e afirmou que a China apoia a soberania, a segurança e os interesses de desenvolvimento do país.

O encontro ocorre enquanto a questão palestina permanece como um dos principais pontos de tensão no Oriente Médio. Para Pequim, a crise não pode ser dissociada de uma solução política mais ampla para a região. A aproximação com a Jordânia, país que mantém posição ativa nas discussões sobre a questão palestina, reforça a atuação diplomática chinesa junto aos países árabes.

A declaração conjunta também estabelece um ponto de convergência entre Pequim e Amã: a defesa de um Estado palestino com base na solução de dois Estados. Para a China, a questão palestina permanece no centro dos conflitos do Oriente Médio e exige uma resposta diplomática com participação internacional.

Compartilhar Artigo

BRL - Moeda brasileira
USD
4,9826
CNY
0,7432
spot_img

Popular

Artigos Relacionados
RELACIONADOS

Celso Amorim vê cerco ao Brasil em iniciativa de segurança dos EUA

O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Celso...

Leilão amplia área exploratória do pré-sal e inclui consórcio chinês entre vencedores

O Brasil ampliou em 58% a área exploratória sob...

China define prioridades para ampliar acesso à saúde até 2030

A China deve concentrar esforços em prevenção de doenças...