China insta EUA a parar de suprimir empresas chinesas

A China instou os Estados Unidos a pararem de reprimir e difamar as empresas chinesas e tratá-las de maneira justa e não discriminatória, disse a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying, na quinta-feira (13).

Hua fez os comentários quando questionada sobre o prolongamento de uma ordem administrativa pelo governo dos EUA.

A ordem proíbe as empresas dos EUA de utilizarem equipamentos de telecomunicações porduzidos por empresas que são supostamente uma ameaça à segurança nacional dos EUA.

Hua disse que os Estados Unidos continuamente caluniaram e difamaram a Huawei e outras empresas de telecomunicações chinesas, mas, até agora, não apresentaram nenhuma evidência.

A chamada “segurança nacional” é somente uma desculpa esfarrapada que os Estados Unidos utilizam para intimidar as empresas chinesas de alta tecnologia, disse Hua.

Ela ressaltou que são os próprios Estados Unidos que frequentemente se expõem a escândalos de espionagem, como o “Projeto Prisma” e o “Projeto Irritant Horn”.

“Os Estados Unidos não poupam nem seus aliados, um ato que demonstra que os Estados Unidos são o verdadeiro império hacker e espião”, disse Hua. Ela acrescentou que não é confiável ou crível dos Estados Unidos, mas “vergonhoso e sujo.”

Hua afirmou que a supressão das empresas chinesas pelos EUA nega os princípios da economia de mercado e as regras de livre comércio que os Estados Unidos sempre anunciaram.

Esta prática não só prejudica os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas, mas também prejudica as empresas dos EUA. Além disso, perturba as comunicações tecnológicas e as trocas comerciais entre os dois países e globalmente, prejudicando também as cadeias industriais e de abastecimento globais.

A porta-voz pediu aos Estados Unidos que reparem imediatamente os seus erros, parem de caluniar a China e parem de suprimir as empresas chinesas.

O governo chinês continuará a tomar as medidas necessárias para salvaguardar os direitos e interesses legítimos das empresas chinesas, disse Hua.

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