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terça-feira - 27 outubro 2026 - 15:13
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China aplica sanções contra premiê e outros líderes de Taiwan

A China anunciou sanções contra uma lista de políticos considerados “independentistas irredutíveis” de Taiwan hoje, que inclui o premiê do território, Su Tseng-chang, o ministro das Relações Exteriores, Joseph Wu, e o presidente do Parlamento, You Shyi-kun.

Segundo a porta-voz do Escritório do Governo Central para os Assuntos de Taiwan, Zhu Fenglian, todos estão proibidos de entrar “na China continental e nas regiões especiais de Hong Kong e Macau” e receberam uma “responsabilidade penal vitalícia”. A medida também afeta os familiares dos políticos.

Ainda conforme a nota divulgada por Zhu, a medida tem como objetivo tornar “penalmente responsável por toda a vida as pessoas que apoiem a independência de Taiwan”.

“Os secessionistas irredutíveis estão banidos da cooperação comercial [por meio] também de institutos associados a eles. São responsáveis por ter instigado o confronto através do Estreito de Taiwan, de ter atacado e caluniado maliciosamente o país, de ter buscado a independência com palavras e ações ligadas às forças externas para dividir o país e de ter minado gravemente as relações bilaterais e ter colocado em perigo o Estreito de Taiwan”, diz ainda o comunicado.

A declaração termina “advertindo os irredutíveis que aqueles que esquecem seus antepassados, que traem a mãe-pátria e que dividem o país não vão nunca terminar bem, sendo colocados de lado pelo povo e julgados pela história”.

O anúncio da punição ocorre no mesmo dia que uma delegação do Parlamento Europeu se reuniu com os três políticos, além de outros dirigentes, em uma visita oficial inédita a Taiwan.

Após o encontro o eurodeputado francês Raphael Glucksmann, afirmou que o território “é a democracia mais viva da região” e que o grupo “foi levar a mensagem que Taiwan não está sozinha”.

“A vossa democracia é crucial para os princípios da União Europeia, mas também para os interesses europeus de longo prazo”, acrescentou.

A situação entre Taiwan e China vem se agravando desde o governo de Donald Trump e segue com Joe Biden. Os Estados Unidos estão cada vez mais próximos ao governo do território, que Pequim considera como rebelde, mas ainda parte da “China Única”.

O presidente Xi Jinping já afirmou que não medirá esforços, inclusive bélicos se necessários, para manter o território ligado a Pequim. No entanto, revelações da mídia norte-americana indicaram que há três unidades militares norte-americanas prestando treinamento para soldados locais.

Antes do G20, onde houve um encontro formal entre chanceleres, Biden disse que faria “de tudo” para proteger Taiwan. A situação na região está cada vez mais tensa, justamente, por conta da postura norte-americana de querer fazer frente com os chineses na região.