O Brasil recebeu 113.228 turistas chineses entre janeiro e agosto de 2026, segundo dados da Embratur, do Ministério do Turismo e da Polícia Federal. O volume representa crescimento de 73,3% em relação aos oito primeiros meses de 2025 e já ultrapassa o número de visitantes da China contabilizado durante todo o ano passado.
Em 2025, 103.122 chineses visitaram o Brasil ao longo dos 12 meses. Até agosto deste ano, portanto, o fluxo já havia superado esse resultado em mais de 10 mil visitantes, sinalizando uma aceleração das viagens entre os dois países.
O crescimento ocorre em um ano de intensificação do intercâmbio entre Brasil e China. Em 2026, os dois países promovem o Ano Cultural China-Brasil, com atividades voltadas à aproximação cultural e à divulgação de seus respectivos destinos.
A promoção do turismo brasileiro também ganhou espaço na agenda bilateral. No início de setembro, a Embratur realizou em Pequim o Festival Brasil – Turismo, Arte e Cultura, iniciativa voltada à apresentação de destinos brasileiros e à aproximação com profissionais e empresas do setor turístico chinês.
O mercado chinês tem relevância particular para a expansão do turismo internacional brasileiro. Além do número de visitantes, turistas estrangeiros movimentam segmentos como hospedagem, alimentação, transporte, comércio e atividades culturais e de lazer.
O crescimento registrado em 2026 ocorre dentro de uma expansão mais ampla da entrada de estrangeiros no país. Nos oito primeiros meses do ano, o Brasil recebeu 6,45 milhões de visitantes internacionais. A Argentina permaneceu como principal mercado emissor, com 2,24 milhões de chegadas, seguida pelo Chile, com 547,6 mil, e pelos Estados Unidos, com 514,1 mil.
A evolução do fluxo chinês acrescenta uma dimensão importante a esse cenário. O país asiático, que já representava um mercado relevante para o turismo internacional antes da pandemia, volta a ampliar sua presença entre os visitantes estrangeiros no Brasil.
Para os dois países, o aumento das viagens acompanha uma agenda mais ampla de aproximação. Além das relações comerciais e diplomáticas, o intercâmbio cultural e o turismo passaram a ocupar espaço crescente na relação bilateral, ampliando o contato direto entre as populações.
Com oito meses de 2026 contabilizados, o Brasil já recebeu mais turistas chineses do que em todo o ano anterior. O desempenho indica um mercado em expansão e coloca o turismo entre os setores que podem se beneficiar do aprofundamento das relações entre Brasil e China.



