China responde por superávit de US$ 26 bilhões na balança comercial brasileira

FonteXinhua

A balança comercial brasileira acumulou superávit de US$ 62,396 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O resultado representa crescimento de 34,8% em relação ao mesmo período do ano passado e foi obtido com exportações de US$ 284,654 bilhões e importações de US$ 222,259 bilhões.

A China teve participação relevante nesse resultado. Nos nove primeiros meses do ano, o Brasil exportou US$ 84,68 bilhões ao mercado chinês, alta de 12% sobre o mesmo período de 2025. As importações brasileiras provenientes da China também cresceram, 9,9%, alcançando US$ 58,62 bilhões. Com isso, o comércio bilateral gerou um saldo positivo de US$ 26,05 bilhões para o Brasil.

A corrente de comércio entre os dois países — soma de exportações e importações — chegou a US$ 143,30 bilhões no período, crescimento de 11,1%. O valor coloca a China entre os principais vetores da expansão do comércio exterior brasileiro em 2026.

O desempenho chinês contrasta com o resultado registrado pelo Brasil em relação aos Estados Unidos. De janeiro a setembro, as exportações brasileiras para o mercado americano recuaram 6,5%, para US$ 27,46 bilhões, enquanto as importações caíram 7,1%, para US$ 31,79 bilhões. O intercâmbio com os EUA terminou o período com déficit de US$ 4,33 bilhões para o Brasil.

No conjunto do comércio exterior, as exportações brasileiras cresceram 10,4% nos nove primeiros meses do ano. O avanço foi puxado por aumentos de 8,9% nas vendas da agropecuária, de 21,2% na indústria extrativa e de 6,3% na indústria de transformação. As importações, por sua vez, avançaram 5% no mesmo período.

Em setembro, isoladamente, o Brasil exportou US$ 34,418 bilhões e importou US$ 26,678 bilhões, obtendo superávit de US$ 7,741 bilhões. O saldo mensal foi 146,4% superior ao registrado em setembro de 2025. As exportações cresceram 12,9%, enquanto as importações recuaram 2,4%.

O comércio com a China também apresentou movimento distinto no mês. As exportações brasileiras para o país asiático somaram US$ 7,89 bilhões em setembro, queda de 7,6% na comparação anual. As importações, porém, cresceram 12,6%, para US$ 7,06 bilhões. Ainda assim, o Brasil manteve saldo positivo de US$ 830 milhões com a China no mês.

O resultado acumulado mostra, portanto, que a relação comercial com a China continua tendo peso significativo para o saldo externo brasileiro. Entre janeiro e setembro, o superávit de US$ 26,05 bilhões com o país asiático foi superior ao saldo registrado com a União Europeia, de US$ 6,10 bilhões, enquanto o Brasil apresentou déficit de US$ 4,33 bilhões com os Estados Unidos.

Para o comércio exterior brasileiro como um todo, a corrente de comércio alcançou US$ 506,91 bilhões no acumulado do ano, alta de 8% em relação aos nove primeiros meses de 2025. O desempenho reflete tanto o aumento das exportações quanto a expansão das importações, com a China mantendo uma participação central no intercâmbio comercial do país.

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