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A indústria chinesa de software e serviços de tecnologia da informação faturou 8,9785 trilhões de yuans entre janeiro e julho de 2026, crescimento de 9,2% sobre o mesmo período do ano passado. Os dados divulgados pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China (MIIT) mostram expansão robusta da receita e das exportações, embora o lucro tenha crescido em ritmo bem menor.
O lucro total do setor alcançou 1,0396 trilhão de yuans, alta de 1,3%. As exportações de software somaram US$ 40,61 bilhões, avanço de 12,2%. A diferença entre receita e lucro sugere que a escala do mercado continua aumentando, mas margens, custos e competição permanecem relevantes para as empresas. A agência Xinhua também destacou o dinamismo de áreas ligadas a nuvem, dados e circuitos integrados.
Serviços digitais lideram
Os serviços de tecnologia da informação responderam por 68,7% da receita da indústria e cresceram 10% nos sete primeiros meses do ano. Dentro desse conjunto, computação em nuvem e big data avançaram 12,3% e representaram 16,7% da receita dos serviços de TI. O design de circuitos integrados teve alta de 21,5%, a maior entre os segmentos detalhados pelo ministério.
Os produtos de software cresceram 6,3% e ficaram com 21,6% da receita total. O software básico avançou 9,4%, enquanto o software industrial subiu 8,4%. Produtos e serviços de segurança da informação aumentaram 6,2%, e sistemas embarcados, usados em máquinas, veículos e equipamentos eletrônicos, cresceram 10,5%.
A composição ajuda a entender a transformação digital da economia chinesa. O setor já não depende apenas da venda de licenças ou aplicativos. Infraestrutura de computação, gestão de dados, ferramentas industriais, segurança e chips de aplicação específica formam uma cadeia integrada que atende fábricas, governos e consumidores.
Crescimento regional concentrado
O leste da China concentrou 83,9% da receita nacional de software e cresceu 9%. O centro do país avançou 14,6%, ritmo superior ao das demais regiões, embora parta de uma base menor. O oeste cresceu 9,1%, e o nordeste, 4,9%. Pequim, Guangdong, Jiangsu, Xangai e Shandong permaneceram como as cinco maiores bases provinciais do setor.
O Delta do Rio Yangtzé, que reúne Xangai e importantes polos industriais, aumentou sua receita em 10,2% e respondeu por 29,9% do total nacional. A região de Pequim-Tianjin-Hebei cresceu 8,4% e teve participação de 26,4%. Essa concentração combina universidades, capital, infraestrutura de dados e grandes clientes industriais.
Relevância para o Brasil
Para empresas brasileiras, o avanço chinês amplia a oferta de serviços em nuvem, automação, comércio eletrônico, segurança e software embarcado. Também aumenta a concorrência em mercados nos quais fornecedores chineses conseguem combinar hardware, plataforma digital e financiamento. A decisão de contratar ou integrar essas soluções exige análise de custo, interoperabilidade, proteção de dados e continuidade do serviço.
Há oportunidades bilaterais em agronegócio, energia, logística, finanças e manufatura. Empresas brasileiras podem oferecer conhecimento regulatório, dados locais e aplicações em português, enquanto parceiros chineses aportam escala e engenharia. Projetos conjuntos, porém, precisam respeitar as regras brasileiras de privacidade e as exigências chinesas de segurança de dados quando houver operações transfronteiriças.
Os números de janeiro a julho mostram um setor em expansão, mas não uniforme. O crescimento de 21,5% no design de chips e o avanço de dois dígitos em nuvem contrastam com o ganho de apenas 1,3% no lucro total. Para investidores e clientes, acompanhar a qualidade da receita será tão importante quanto observar seu tamanho.
Direitos da imagem: Xinhua. Infográfico de Song Bo/Xinhua utilizado mediante autorização de cooperação e publicação em portal oficial do governo chinês. Para correção de crédito ou questões de direitos, entre em contato com a redação pelo canal “Contato”.



