A BYD, gigante chinesa do setor automotivo, marcou um novo capítulo em sua estratégia de expansão global ao lançar o Song Pro Super-Híbrido Flex Fuel, o primeiro veículo híbrido plug-in da marca produzido localmente no Brasil. O anúncio, feito em 4 de agosto, destaca a capacidade do modelo de operar com eletricidade, gasolina ou etanol, uma característica desenvolvida por uma equipe conjunta de pesquisa e desenvolvimento sino-brasileira.
O projeto de P&D para o Song Pro Super-Híbrido Flex Fuel recebeu um investimento de aproximadamente 100 milhões de reais. A produção do veículo ocorre na fábrica da BYD em Camaçari, no estado da Bahia, e sua distribuição para a rede de concessionárias brasileiras teve início imediatamente após o lançamento. A versatilidade do sistema flex fuel é particularmente estratégica para o mercado brasileiro, onde o etanol é um combustível amplamente disponível e economicamente relevante, oferecendo aos consumidores maior flexibilidade e opções de abastecimento, além dos benefícios ambientais associados à redução de emissões de carbono.
Este lançamento é parte de um plano de investimento mais amplo da BYD no Brasil, que prevê um aporte total de cerca de 5,5 bilhões de reais na fábrica de Camaçari. A empresa estabeleceu uma meta ambiciosa de que, até janeiro de 2027, mais de 50% dos componentes dos veículos produzidos no Brasil sejam de origem local. Este objetivo sublinha o compromisso da BYD com a integração profunda na economia local, visando não apenas a montagem, mas também o desenvolvimento de uma cadeia de suprimentos robusta e a transferência de tecnologia. A meta de nacionalização de componentes é um passo crucial para a consolidação da empresa como um player de longo prazo no cenário industrial brasileiro.
A presença da BYD no mercado brasileiro tem crescido exponencialmente. Em julho, a empresa registrou a venda de 23.465 veículos no país, alcançando uma participação de mercado de 9,1%. Esses números refletem a rápida aceitação dos produtos da marca pelos consumidores brasileiros e a eficácia de sua estratégia de entrada no mercado. A transição da BYD de um modelo focado em importação e montagem para o desenvolvimento local, a criação de uma cadeia de suprimentos integrada e a aspiração de se tornar uma base de exportação regional, sinaliza uma mudança significativa na atuação das montadoras chinesas no Brasil. Este movimento não apenas fortalece a indústria automotiva nacional, mas também posiciona o Brasil como um polo estratégico para a produção e inovação em veículos de nova energia na América Latina.












