“Decifrando” Guihu em Xindu: o segredo da convivência entre herança histórica e cidade moderna

Jornalistas da mídia chinesa no exterior descobrem em Chengdu um oásis verde que resiste ao tempo e traduz a alma urbana da nova China

(Foto: Reprodução / 美浓)

Relatório especial da Agência de Notícias de Bazhong – Ao entrar no parque Guihu, localizado no distrito de Xindu, em Chengdu, província de Sichuan, o calor escaldante do verão parece suavizar instantaneamente. Dois pés de glicínia, cuja origem remonta ao período Ming e atribuída ao erudito e campeão imperial Yang Sheng’an, entrelaçam suas copas e formam um impressionante túnel de 500 metros quadrados de sombra. “É como atravessar uma fenda no tempo e no espaço, mergulhar num mundo verde dos sonhos. É difícil acreditar que no centro de uma cidade moderna exista um lugar tão mágico”, comentou Zheng Haiyan, vice-presidente do jornal venezuelano El Diario de los Chinos, no dia 27.

Construído durante a dinastia Tang, o parque Guihu ocupa cerca de 48.000 m² e abriga mais de 20 estruturas clássicas como pavilhões, torres e corredores. Entre seus oito pontos cênicos mais emblemáticos estão: “As Glicínias entrelaçadas”, “Encontro de Almas”, “Luz da Lua sobre o Lago de Lótus”, “Pavilhão da Montanha Esmeralda”, “Salgueiros e Torres”, “Encontro na Cidade Antiga”, “Imagem Natural” e “Canforeiras Aconchegantes”. Um dos destaques é o Templo de Yang Sheng’an, que homenageia o famoso pensador e campeão imperial nascido em Xindu.

Naquela manhã, o parque recebeu visitantes especiais — mais de 20 representantes de veículos da mídia chinesa no exterior, participantes da série “Caminhando pela China – 2025”.

(Foto: Reprodução / 美浓)

Com pavilhões à beira do lago, salgueiros pendendo sobre a água, folhas verdes de lótus e flores rosa que brotam ao redor, o cenário inspirou inúmeros cliques dos jornalistas. “Na Venezuela faz muito calor o ano todo. Não temos esse tipo de paisagem — é tudo tão calmo aqui!”, afirmou Zheng Haiyan. Para ela, Guihu revela plenamente como a cidade de Xindu combina tradição com modernidade. “Independentemente da velocidade do progresso urbano, dentro deste parque o tempo parece pausar, nos oferecendo paz. Xindu é realmente um ótimo lugar para viver.”

“Uma relação profunda entre natureza e ser humano é a forma mais elevada de convivência. E aqui em Xindu, senti isso nitidamente: o que muda e o que permanece.” Foi assim que Ma Lin, chefe do escritório de Pequim do jornal francês Nouvelles d’Europe, descreveu sua experiência. Para ele, Guihu mantém intacta a essência deixada pelos antigos, enquanto ao redor se vê o vigor crescente de uma cidade em desenvolvimento.

Na visão de Ma Lin, cada cidade chinesa precisa imprimir sua própria identidade no processo de modernização. “Guihu é como a impressão digital cultural de Xindu — carrega a memória e o afeto do povo pela cidade. Isso é um tesouro eterno. E mais do que isso, essa herança não entra em conflito com o avanço tecnológico ou a urbanização, pelo contrário, a impulsiona.”

Cenas como idosos conversando à sombra dos quiosques, entusiastas da fotografia clicando flores de lótus e jovens fazendo selfies marcaram a visita para Wang Zixuan, editora-chefe de novos meios do grupo BNE News da Nova Zelândia.

“Ter um parque assim em meio à cidade movimentada oferece aos moradores um espaço de descanso e alívio. Aqui eles podem relaxar a mente mesmo no corre-corre da vida urbana”, disse Wang. Para ela, Guihu representa a fusão entre história e modernidade, reflexo direto da política de construção de cidades-parque em Chengdu, e um exemplo vivo da visão urbana única do distrito de Xindu. “É uma grande carta de apresentação para o mundo.”

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