COTAÇÕESCNY/BRL 0,7588USD/BRL 5,1220Atualização automática
(function(){if(window.innerWidth<1200)return;var slot=document.querySelector('.abc-fx-topbar-slot');if(slot&&slot.parentElement)slot.parentElement.classList.add('abc-logo-row');slot.parentElement.style.setProperty('height','130px','important');slot.parentElement.style.setProperty('min-height','130px','important');slot.parentElement.style.setProperty('box-sizing','border-box','important');fetch('/category/bilateral-pt/?abc_fx_source=1',{credentials:'same-origin'}).then(function(r){return r.text()}).then(function(t){var d=new DOMParser().parseFromString(t,'text/html');var b=Array.prototype.slice.call(d.querySelectorAll('.td_block_exchange')).filter(function(x){return x.querySelector('.td-rate-cny')})[0];if(!b)return;var c=b.querySelector('.td-rate-cny'),u=b.querySelector('.td-rate-usd');var cv=c&&c.nextElementSibling?c.nextElementSibling.textContent.trim():'';var uv=u&&u.nextElementSibling?u.nextElementSibling.textContent.trim():'';if(cv)document.querySelector('[data-abc-fx="cny"]').textContent=cv;if(uv)document.querySelector('[data-abc-fx="usd"]').textContent=uv}).catch(function(){})})();
19.4 C
São Paulo
domingo - 25 outubro 2026 - 04:15
Início Capa Crise entre Índia e Paquistão se agrava após ataque em Caxemira e...

Crise entre Índia e Paquistão se agrava após ataque em Caxemira e suspensão de tratado hídrico​

Islamabad considera suspensão do Tratado das Águas do Indo como "ato de guerra" e adota medidas retaliatórias contra Nova Délhi

(Foto: Reprodução/ Nasir Kachroo)

As tensões entre Índia e Paquistão atingiram um novo ápice após um ataque terrorista em Pahalgam, na região indiana da Caxemira, que resultou na morte de 26 civis, incluindo turistas indianos e estrangeiros. Em resposta, o governo indiano suspendeu o Tratado das Águas do Indo, um acordo bilateral de 1960 mediado pelo Banco Mundial, que regula o uso dos recursos hídricos compartilhados entre os dois países. ​

O Paquistão reagiu imediatamente, classificando a suspensão do tratado como um “ato de guerra”. Em comunicado oficial, o Comitê de Segurança Nacional paquistanês afirmou que qualquer tentativa de interromper ou desviar o fluxo de água destinado ao Paquistão será considerada uma agressão e enfrentada com “força total em todo o espectro do poder nacional”.

Além disso, Islamabad anunciou a suspensão de todos os acordos bilaterais com a Índia, incluindo o Acordo de Simla de 1972, que estabelece diretrizes para as relações entre os dois países desde a guerra de 1971. O Paquistão também fechou seu espaço aéreo para aeronaves indianas, suspendeu o comércio bilateral e cancelou vistos concedidos a cidadãos indianos, exceto para peregrinos sikhs. ​

O ataque em Pahalgam foi reivindicado pelo grupo militante Kashmir Resistance, considerado uma frente para organizações baseadas no Paquistão, como o Lashkar-e-Taiba. Autoridades indianas acusam os serviços de inteligência paquistaneses de envolvimento no atentado, embora Islamabad negue qualquer participação. ​

Como parte das medidas retaliatórias, a Índia revogou todos os vistos concedidos a cidadãos paquistaneses, suspendeu a emissão de novos vistos e ordenou a saída de diplomatas paquistaneses até o final de abril. O único posto fronteiriço terrestre entre os dois países, em Wagah-Attari, também foi fechado. ​

A suspensão do Tratado das Águas do Indo é particularmente preocupante para o Paquistão, cuja agricultura depende fortemente dos rios Indus, Jhelum e Chenab. Especialistas alertam que qualquer interrupção no fluxo dessas águas pode agravar a já delicada situação econômica e alimentar do país. ​

Analistas internacionais temem que a escalada das tensões possa levar a um confronto mais amplo entre as duas nações, ambas detentoras de armas nucleares. A comunidade internacional acompanha com apreensão os desdobramentos, instando ambas as partes a retomarem o diálogo e evitarem ações que possam desestabilizar ainda mais a região.​