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domingo - 15 fevereiro 2026 - 02:51
Início China Recursos permanecem no sistema bancário chinês apesar de migração para investimentos

Recursos permanecem no sistema bancário chinês apesar de migração para investimentos

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O Banco Popular da China (PBoC) esclareceu, em seu relatório de política monetária do quarto trimestre de 2025, divulgado em 10 de fevereiro, que a realocação de capital entre depósitos tradicionais e produtos financeiros não configura uma evasão de recursos do sistema bancário.

De acordo com a autoridade monetária, a maior parcela do capital atraído por produtos de gestão de ativos é redirecionada para depósitos interbancários e certificados de depósito. Esse movimento resulta em um aumento nos saldos das instituições financeiras não bancárias dentro dos próprios bancos. Mesmo quando os valores são aplicados em outros ativos, eles eventualmente retornam ao sistema na forma de depósitos de empresas ou entidades relacionadas.

O PBoC observou uma mudança no perfil dos depósitos: houve crescimento na participação interbancária e redução na fatia de famílias e empresas. No entanto, quando analisadas em conjunto, essas categorias continuam crescendo em ritmo compatível com a expansão do agregado monetário M2, indicando estabilidade no volume total de depósitos.

Estatísticas oficiais revelam que, no ano passado, os depósitos em renminbi (RMB) aumentaram 26,41 trilhões. Deste montante, as famílias contribuíram com 14,64 trilhões de RMB, enquanto as instituições financeiras não bancárias responderam por 6,41 trilhões de RMB. Em comparação, no ano de 2024, os depósitos familiares haviam crescido 14,26 trilhões de RMB, contra um avanço de 2,59 trilhões de RMB das instituições não bancárias.

O impulsionador desse crescimento nos depósitos não bancários é a expansão do setor de gestão de ativos. Ao final do ano passado, o volume sob gestão atingiu 120 trilhões de RMB, registrando uma alta anual de 13,1%, com um incremento acumulado de 13,8 trilhões de RMB. Destacam-se o crescimento de 10,6% nos produtos de gestão patrimonial dos bancos e de 14,3% nos fundos mútuos.

Para o banco central, essa dinâmica reflete a busca dos investidores por uma melhor relação risco-retorno em um cenário de juros mais baixos. A tendência de longo prazo aponta para um ajuste contínuo na alocação de recursos das famílias entre depósitos e outras modalidades de investimento.


Web Editorial | Fonte: China2Brazil

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