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domingo - 15 fevereiro 2026 - 13:55
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Operadora chinesa SpaceSail se prepara para disputar mercado de internet via satélite no Brasil a partir de 2026

Constelação de órbita baixa promete rivalizar com a Starlink, ampliar a conectividade em áreas remotas e reforçar a cooperação tecnológica Brasil–China

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(Foto: Reprodução / SpaceSail)

A disputa pelo mercado de internet via satélite no Brasil deve ganhar um novo capítulo a partir de 2026. A chinesa SpaceSail, operadora de banda larga por satélites de órbita baixa (LEO), avança nos preparativos para iniciar operações comerciais no país, com a meta de se firmar como principal rival da norte-americana Starlink e de ampliar a oferta de conectividade em regiões hoje pouco atendidas por redes terrestres.

Segundo informações de autoridades brasileiras e de veículos especializados, o governo vê a entrada da SpaceSail como uma oportunidade para reduzir a dependência atual de um único fornecedor estrangeiro no segmento de internet via satélite, hoje liderado pela Starlink. A empresa de Elon Musk concentra cerca de 46% do mercado brasileiro de banda larga por satélite, com centenas de milhares de clientes ativos, principalmente em áreas rurais e pequenas cidades.

A SpaceSail opera uma constelação própria de satélites de órbita baixa, modelo que permite menor latência e melhor desempenho em aplicações que exigem resposta rápida, como ensino a distância, telemedicina e uso de plataformas em nuvem. De acordo com reportagens recentes, a empresa estabeleceu a meta de colocar em órbita 648 satélites até o fim de 2025, parte de um plano de expansão que inclui a oferta de serviços comerciais em mercados estratégicos, entre eles o Brasil.

Para entrar em operação no país, a companhia ainda precisa concluir etapas regulatórias, incluindo a validação técnica e de equipamentos junto à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Esses trâmites envolvem a homologação de terminais de usuário, o licenciamento para uso de espectro e a integração com a infraestrutura local. Fontes do setor avaliam que o avanço do processo regulatório em 2025 será determinante para o cronograma de estreia comercial previsto para 2026.

A possível chegada da SpaceSail ocorre em um momento em que o Brasil busca, simultaneamente, ampliar a inclusão digital e fortalecer a cooperação tecnológica com a China. Projetos recentes de conectividade e de cooperação espacial entre os dois países — que vão de internet via satélite em áreas remotas à pesquisa conjunta em radioastronomia — indicam um movimento de diversificação de parcerias e de busca por maior soberania digital, especialmente em regiões onde a infraestrutura terrestre é limitada.

Especialistas destacam que a entrada de um novo player de grande porte tende a acirrar a concorrência, com potencial de pressionar preços, elevar a qualidade dos serviços e ampliar o leque de opções para consumidores, escolas, unidades de saúde e pequenos negócios situados fora dos grandes centros urbanos. Ao mesmo tempo, a competição entre constelações de satélites de órbita baixa traz desafios adicionais para reguladores, que precisarão equilibrar estímulos à inovação com regras claras de uso do espectro, segurança operacional e proteção de dados, em um mercado cada vez mais estratégico para a economia brasileira.

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