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quinta-feira - 19 março 2026 - 17:19
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Florescer na porcelana

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No que pode se transformar um punhado de caulim, após o engenho humano e a ação do fogo? Liu Huili, herdeira representativa do projeto municipal de patrimônio cultural imaterial da Porcelana Branca de Caozhou, dá sua resposta: na opulenta e graciosa flor de peônia.

Ontem, em sua empresa, Liu Huili explicou que o processo de fabricação da porcelana de peônia é extremamente complexo, envolvendo mais de 20 etapas.

Desde a seleção dos materiais, há uma rigorosa exigência pelo uso de pigmentos, esmaltes e massas provenientes exclusivamente de fontes minerais, garantindo que cada peça tenha a textura mais pura.

O enrolar das pétalas é uma arte que exige grande habilidade manual, sendo feito de dentro para fora e, em seguida, ajustado para criar dobras que imitam as pétalas da peônia. Um enrolar, um levantar, um puxar… Em apenas alguns segundos, a massa esbranquiçada de caulim se transforma, nas mãos do artesão, em uma pétala ou folha de peônia.

O tempo de secagem varia bastante conforme a estação. Depois de completamente seco, o material passa por três etapas de queima: biscoito, aplicação do esmalte e queima em alta temperatura, todas a 1300 °C. “A primeira queima leva 8 horas, a segunda 12 horas, a terceira 1 hora…”, explicou Liu Huili.

Cada etapa é realizada manualmente, pétala por pétala, e qualquer descuido em um detalhe pode comprometer o resultado final. Até mesmo as folhas da peônia são moldadas por prensagem a partir de folhas reais, em proporção de 1:1, para reproduzir com alta precisão o padrão das nervuras naturais.

“Transformar a peônia em uma flor que ‘nunca murcha’ é o orgulho de nós, povo de Heze. Preciso fazer isso bem…”, disse Liu Huili, com expectativa.

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