Em depoimento a CPI, Araújo diz que Itamaraty seguiu orientação do Ministério da Saúde na pandemia

Em depoimento à CPI da Covid no Senado, Araújo, que deixou o posto ao ser demitido em março deste ano, afirmou que o Itamaraty agiu desde o início, através das embaixadas, para buscar informações sobre pesquisas de medicamentos e vacinas contra a Covid-19. No entanto, o ex-chanceler afirmou que decisões sobre busca de insumos foram tomadas pela pasta da Saúde.

“O Itamaraty, praticamente em todos os momentos, atuou por coordenação com o Ministério da Saúde”, disse Araújo, acrescentando que a estratégia de negociações em relação à vacina Oxford/Astrazeneca e o consórcio Covax Facilities, foi definida pela Saúde. “Houve uma estratégia, como eu disse, definida, ao que eu sei, fundamentalmente pelo Ministério da Saúde.”

Questionado sobre a decisão do governo brasileiro de aderir ao Covax pelo mínimo exigido –a compra de vacinas equivalente a 10% da população, em vez do máximo permitido, 50%– Araújo garantiu também que a decisão foi tomada pela Saúde.

“Essa decisão não foi minha, não foi do Ministério das Relações Exteriores, foi uma decisão do Ministério da Saúde, dentro da sua estratégia de vacinação”, garantiu. “Foi uma decisão tomada, entendo, pelo Ministério da Saúde, e não sei se coordenou com outros órgãos, mas não com o Itamaraty.”

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