— “Sonho Chinês · Hubei Amiga” – Viagem de mídia chinesa no exterior a Jingchu 2026
No dia 29 de março, representantes da mídia chinesa no exterior visitaram o Centro de Inovação Colaborativa de “Dois Aromas e Um Óleo”, em Suizhou. Nesse polo moderno de agricultura — que integra serviços industriais, demonstração tecnológica e soluções digitais — foi possível observar de perto o caminho de desenvolvimento baseado em três pilares: cogumelos shiitake, arroz aromático e óleo de chá.

Se o mundo olha para a China em cogumelos, a China olha para Suizhou
A produção anual de cogumelos em Suizhou se aproxima de 400 milhões de unidades, com um valor total da cadeia produtiva superior a 50 bilhões de yuans e valor de marca de 20,58 bilhões. Indicadores como produção de sementes, escala de cultivo, qualidade e valor de marca ocupam o primeiro lugar no país.
Entre os destaques está um robô inteligente de colheita de cogumelos, desenvolvido pela Universidade Agrícola de Huazhong. Equipado com tecnologia de visão multiespectral e controle de força, ele realiza colheita e triagem automatizadas, com rastreamento digital de cada unidade via sistema em nuvem. Já a primeira estufa inteligente integrada do país demonstra o poder da produção intensiva: controle de temperatura por circulação de água subterrânea e regulação ambiental automatizada permitem que uma única pessoa administre até 300 mil unidades, com eficiência dez vezes superior ao modelo tradicional e redução de custo de 1,5 yuan por unidade.
Da produção de arroz ao desenvolvimento de produtos farmacêuticos
O arroz aromático de Suizhou já integra a principal área produtora do “Arroz Jianghan”, sendo exportado para diversas regiões da China. O grande diferencial está na cadeia produtiva completa: do farelo de arroz é extraído óleo, e dos subprodutos são obtidos compostos como orizanol e ácido ferúlico, amplamente utilizados nas indústrias alimentícia, farmacêutica e cosmética. Trata-se de uma evolução que transforma “um grão de arroz” em múltiplos produtos de alto valor agregado.

O “ouro líquido do Oriente” e novas soluções de carbono
A área de cultivo de óleo de chá em Suizhou chega a 630 mil mu, com uma cadeia produtiva avaliada em 4,827 bilhões de yuans. O projeto foi incluído em programas de incentivo do governo central, recebendo apoio financeiro significativo.
Conhecido como “ouro líquido do Oriente”, o óleo de camélia possui até 87% de ácidos graxos monoinsaturados, sendo valorizado tanto na alimentação quanto em produtos de cuidados pessoais. Além disso, projetos de crédito de carbono florestal estão em andamento: a primeira fase, com 60 mil mu, deve gerar receita estimada em 5,2 milhões de yuans. O modelo “carbono + finanças” surge como uma nova abordagem para transformar valor ecológico em retorno econômico.
O olhar do mercado brasileiro: cooperação tecnológica e oportunidades
Os cogumelos de Suizhou já são exportados para mais de 60 países, incluindo Europa, Estados Unidos e Sudeste Asiático. Produtos como o molho picante de cogumelos da empresa Pinyuan já entraram no mercado norte-americano com certificação não transgênica.
Para o Brasil, maior mercado consumidor da América do Sul, há grande potencial de cooperação. Tecnologias como robôs agrícolas, extração de compostos do arroz, estufas inteligentes e o modelo de crédito de carbono representam oportunidades concretas de parceria futura entre os dois países.












