Brasília foi palco, em 27 de janeiro de 2026, do Seminário Brasil–China: Pesquisa, Desenvolvimento, Inovação e Mecanização Agrícola, evento organizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) em parceria com a embaixada da China no Brasil. O encontro teve como foco central debater soluções tecnológicas voltadas à produtividade, sustentabilidade ambiental e fortalecimento da agricultura familiar, setor que responde por parcela significativa da produção de alimentos no país.
O seminário também serviu como ponto de apresentação e discussão do recém-lançado Laboratório Conjunto em Mecanização e Inteligência Artificial para Agricultura Familiar, instalado no Instituto Nacional do Semiárido (Insa), órgão de pesquisa vinculado ao MCTI. A parceria bilateral entre Brasil e China visa desenvolver sistemas de mecanização agrícola adaptados às necessidades dos pequenos produtores, integrando automação inteligente, ferramentas de precisão e soluções digitais para aumentar eficiência produtiva nas diversas regiões brasileiras.
Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a iniciativa representa um marco estratégico na cooperação científica de alto nível entre os dois países. Ela destacou que o Insa e a Universidade Agrícola da China estão trabalhando de forma conjunta para adaptar tecnologias de mecanização e inteligência artificial ao contexto brasileiro, com o objetivo de elevar a produtividade, reduzir a carga de trabalho e promover maior inclusão da agricultura familiar nas cadeias produtivas.
O secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Inácio Arruda, ressaltou que além de fortalecer instrumentos de pesquisa, o evento fomentou o estabelecimento de laços mais estreitos entre empresas brasileiras e chinesas, criando oportunidades para negócios e iniciativas tecnológicas que possam ser aplicadas na prática no campo. A presença de representantes do setor agrário e instituições de pesquisa de ambos os países contribuiu para ampliar o escopo do diálogo e acelerar parcerias comerciais e científicas.
O embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, por sua vez, afirmou que a cooperação entre as duas nações na área de inovação é de importância não só bilateral, mas global, em um cenário internacional em que desafios como segurança alimentar, sustentabilidade ambiental e desenvolvimento rural exigem respostas conjuntas. Participantes brasileiros também destacaram a relevância da iniciativa para a modernização da agricultura familiar, especialmente em regiões como o semiárido, onde tecnologias apropriadas podem mitigar riscos climáticos e melhorar a qualidade de vida dos produtores.
O seminário em Brasília decorre de uma relação crescente de cooperação tecnológica entre Brasil e China em ciência e inovação, que inclui desde a implantação de laboratórios conjuntos até a participação em fóruns internacionais de pesquisa. Essa aproximação reflete a busca por soluções colaborativas em setores estratégicos como agricultura, energia, saúde e tecnologia digital, em consonância com agendas de desenvolvimento sustentável e soberania tecnológica.













