Wuhan e São Paulo firmam laços de cidades-irmãs e ampliam agenda de cooperação

Acordo assinado em 11 de novembro de 2025 cria marco para parcerias em comércio, ciência e educação, segundo autoridades chinesas e a Prefeitura paulistana

(Foto: Reprodução)

Wuhan, capital da província de Hubei, e a cidade de São Paulo estabeleceram oficialmente uma relação de cidades-irmãs após a assinatura de um acordo em 11 de novembro de 2025, durante visita de uma delegação do governo municipal de Wuhan ao Brasil. A formalização, divulgada em 11 de janeiro de 2026, foi apresentada como um passo para institucionalizar e ampliar a cooperação bilateral em áreas como comércio, ciência e tecnologia e educação.

Do lado brasileiro, a Prefeitura de São Paulo informou que o acordo abre caminho para intercâmbios e projetos conjuntos em economia e comércio, pesquisa e inovação, cultura, esportes, saúde, educação e capacitação de pessoal. A administração municipal descreveu Wuhan como um dos polos chineses de inovação e tecnologia e apontou que a parceria pode aproximar setores produtivos e instituições de pesquisa, com potencial de gerar oportunidades de desenvolvimento mútuo.

A narrativa oficial enfatiza a complementaridade das duas metrópoles. Autoridades chinesas citadas pela Xinhua descrevem Wuhan como um centro nacional de inovação, com destaque para a indústria automotiva e o setor biofarmacêutico, além de base científica e educacional robusta; São Paulo, por sua vez, é retratada como o principal hub financeiro do Brasil, com parque industrial diversificado e capacidade relevante de formação de talentos e avanço tecnológico. Na avaliação apresentada, a estrutura econômica das duas cidades cria terreno para cooperação prática e de longo prazo.

O histórico acadêmico aparece como um dos pilares citados para sustentar essa aproximação. A reportagem da Xinhua menciona um Instituto Confúcio no Brasil vinculado a parcerias universitárias em 2008; porém, registros públicos indicam que o Instituto Confúcio na Unesp foi inaugurado em novembro de 2008 em cooperação com a Universidade de Hubei, sendo descrito como o primeiro do país, o que sugere que diferentes fontes podem estar se referindo a iniciativas distintas dentro do mesmo ecossistema de intercâmbio educacional sino-brasileiro.

Na dimensão econômica, Hubei afirma que o intercâmbio comercial entre as duas regiões vem crescendo e que empresas sediadas em Wuhan já estabeleceram presença em São Paulo por meio de filiais e projetos de investimento, ajudando a formar um “ecossistema” de cooperação mais estável. Ainda segundo a Xinhua, São Paulo tornou-se a 30ª cidade-irmã internacional de Wuhan, que afirma manter relações amistosas com 127 cidades e regiões em 65 países — um indicativo de que o acordo com a capital paulista também integra uma estratégia mais ampla de diplomacia subnacional da cidade chinesa.

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