Em 20 de janeiro de 2026, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, apresentou executivos da Envision Energy um portfólio de oportunidades bilionárias ligadas à transição energética brasileira, durante reunião realizada em Xangai (China). O encontro faz parte da estratégia do governo brasileiro de atrair investimentos estrangeiros de longo prazo em energia limpa, descarbonização industrial e cadeias produtivas de baixo carbono, em um momento de aprofundamento das relações econômicas entre Brasil e China.
Silveira destacou que o Brasil possui condições únicas para competir globalmente em setores como hidrogênio verde e amônia verde, sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS), combustível sustentável de aviação (SAF) e geração eólica com aerogeradores de grande porte. Segundo ele, esses segmentos combinam a matriz elétrica brasileira predominantemente renovável com uma base industrial crescente e políticas públicas que favorecem a previsibilidade regulatória e a expansão sustentável do setor energético.
O ministro ressaltou que a cooperação com a Envision — empresa chinesa reconhecida internacionalmente por soluções integradas de energia renovável, armazenamento e tecnologia — pode promover parcerias entre o setor privado, universidades e centros de pesquisa, gerando empregos qualificados, transferência de tecnologia e ganhos socioeconômicos. Silveira convidou os executivos da Envision a aprofundarem sua presença no Brasil, com visitas ao Ministério de Minas e Energia e a outras pastas do governo federal, e a participarem de projetos estratégicos como o primeiro leilão de BESS no país.
A entrada da Envision no Brasil começou em janeiro de 2026, com o fornecimento de 630 MW em turbinas eólicas à Casa dos Ventos e um contrato de serviços de longo prazo, considerado um sinal concreto de confiança no mercado brasileiro. Estimativas de mercado indicam que o conjunto de fornecimento de equipamentos e serviços associados pode ultrapassar US$ 800 milhões ao longo do ciclo de contrato, conforme informações divulgadas por fontes jornalísticas e institucionais.
A agenda de Silveira na China também incluiu encontros com outras instituições financeiras e estruturas de cooperação, reforçando a importância de mecanismos financeiros conjuntas para impulsionar a transição energética. Em paralelo, iniciativas bilaterais como a formação de um fundo de US$ 1 bilhão com participação de bancos brasileiros e chineses para desenvolvimento sustentável demonstram o fortalecimento contínuo da cooperação econômica entre os dois países, alinhando metas de crescimento econômico com sustentabilidade ambiental.
Para analistas do setor, a iniciativa representa um avanço concreto na agenda de transição energética brasileira, abrindo portas para capital estrangeiro, inovação tecnológica e fortalecimento das relações econômicas bilaterais com a China — fator que pode impulsionar a economia brasileira em setores estratégicos de energia limpa e consolidar o país como plataforma global de investimentos sustentáveis.













