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domingo - 25 outubro 2026 - 08:37
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Putin: países mais promissores da economia global não compartilham obsessão dos EUA por sanções

China, Índia, Brasil, África do Sul e Arábia Saudita se opõem em determinado grau às sanções indiscriminadas impostas pelo Ocidente contra a Rússia por conta da guerra na Ucrânia

Em pronunciamento, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, observou que as economias mais promissoras do mundo não apoiam as sanções do Ocidente impostas por conta da operação militar russa na Ucrânia. 

“Ressalto: a obsessão por sanções dos Estados Unidos e seus apoiadores não é compartilhada pelos países onde vive mais de metade da população mundial. Estes são os países que apresentam as [taxas de] crescimento mais rápidas e a parte mais promissora da economia global”, disse o presidente russo, conforme a Sputnik Brasil. 

A China pede um diálogo com Moscou e afirma que as sanções terão impacto na estabilidade das cadeias financeiras, energéticas, de transporte e de suprimentos globais.  Ao implementá-las, o Ocidente arrasta “a economia mundial, que está sob o pesado fardo da pandemia; serão prejudiciais para todas as partes”, alertou o presidente chinês, Xi Jinping.

Nova Déli declarou nesta terça-feira, 15, que está negociando com a Rússia o preço e a logística do transporte de petróleo com desconto, após Moscou ter sido atingida por um embargo de exportações de petróleo e de outras fontes de energia provenientes do país.

O Brasil se opõe às sanções indiscriminadas impostas contra a Rússia. Na ONU, o embaixador Ronaldo Costa Filho disse que as sanções econômicas “não levam à reconstrução de um diálogo diplomático e traz consequências que vão além da situação atual”.

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, culpou, nesta quinta-feira, 17, a Otan pelo conflito armado na Ucrânia e disse que resistiria aos apelos para condenar a Rússia, em comentários que colocam em dúvida se ele seria aceito pela Ucrânia ou pelo Ocidente como mediador das negociações pela paz, informa a agência de notícias Reuters. 

Em uma guinada histórica, a Arábia Saudita está em intensas negociações com Pequim para fixar o preço de parte de suas vendas de petróleo para a China em yuans, o que reduz a hegemonia global do dólar e indica um movimento do maior exportador mundial de petróleo em direção à Ásia. Os Estados Unidos e o Reino Unido estão aumentando a pressão sobre a Arábia Saudita para bombear mais petróleo e unir esforços para isolar a Rússia, enquanto Riade demonstra pouca disposição em responder. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, visitou a Arábia Saudita nesta quinta para instar o reino a bombear mais petróleo para estabilizar os mercados.