A presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Helena B. Nader, tomou posse oficialmente como membro estrangeiro da Academia Chinesa de Ciências (CAS, na sigla em inglês), durante cerimônia realizada em 7 de julho, no Palácio da Amizade, em Beijing. A pesquisadora brasileira passa a integrar um seleto grupo formado por pouco mais de 170 cientistas internacionais e torna-se a primeira mulher do Sul Global a receber a distinção concedida pela principal instituição científica da China.
A solenidade foi conduzida pelo presidente da CAS, professor Hou Jianguo, que destacou a relevância da participação dos novos membros para o fortalecimento da cooperação científica internacional. Em seu discurso, o dirigente ressaltou o papel desempenhado pela academia no sistema chinês de ciência, tecnologia e inovação, reunindo atividades de pesquisa avançada, formação de especialistas e apoio técnico à formulação de políticas públicas.
Segundo Hou Jianguo, a contribuição de pesquisadores estrangeiros é essencial para ampliar a capacidade da instituição de enfrentar desafios globais e aprofundar o intercâmbio acadêmico em áreas estratégicas. A cerimônia reuniu cientistas de diferentes países eleitos para integrar uma das mais prestigiadas comunidades científicas do mundo.
Ao receber o diploma que oficializou sua entrada na academia chinesa, Helena Nader passou a fazer parte de uma instituição fundada em 1949 e responsável por coordenar uma extensa rede de centros de pesquisa distribuídos por toda a China. Além de desempenhar funções acadêmicas, a CAS atua diretamente na elaboração de estudos e recomendações voltados ao desenvolvimento científico e tecnológico do país.
Após a cerimônia, o diretor-geral do Escritório de Cooperação Internacional da CAS, Liu Weidong, apresentou aos novos membros a estrutura da instituição e seus programas de colaboração internacional. Na sequência, Wang Dujin, diretor-geral do Escritório das Divisões Acadêmicas da academia, detalhou o funcionamento do órgão responsável por promover intercâmbios científicos e fornecer subsídios técnicos ao governo chinês.
O reconhecimento concedido a Helena Nader representa um marco para a ciência brasileira e para a participação de pesquisadores do Sul Global em instituições de alcance internacional. Com trajetória consolidada nas áreas de biologia molecular e educação científica, a pesquisadora tem desempenhado papel central na ampliação do diálogo acadêmico entre Brasil e China, em um momento de crescente aproximação entre os dois países nos campos da inovação, da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico.
A posse da presidente da ABC também reforça a expansão da cooperação científica sino-brasileira, especialmente em setores considerados estratégicos, como saúde, biotecnologia, inteligência artificial, energia e sustentabilidade. Nos últimos anos, universidades e centros de pesquisa dos dois países intensificaram projetos conjuntos, intercâmbios acadêmicos e iniciativas voltadas à produção de conhecimento e à formação de novos pesquisadores.












