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Coletiva diplomática das “Duas Sessões” da China: chanceler Wang Yi responde a temas globais e apresenta novos objetivos da política externa

Conferência destaca desafios internacionais e reafirma a visão da China para a diplomacia e a governança global

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“Quero dizer aos compatriotas chineses que vivem no exterior: o mundo diante de vocês pode parecer cheio de turbulências, mas a pátria atrás de vocês permanece firme como uma montanha.” A declaração foi feita em Pequim, no dia 8, por Wang Yi, membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China e ministro das Relações Exteriores.

Pequim, 8 de março — Em 8 de março de 2026, durante a quarta sessão da 14ª Assembleia Popular Nacional, foi realizada uma coletiva de imprensa no Centro de Mídia Meidiya. Na ocasião, Wang Yi respondeu a perguntas de jornalistas chineses e estrangeiros sobre a política externa da China e suas relações internacionais, apresentando também a posição do país diante do complexo cenário global.

Segundo o ministro, a China não apenas mantém sua própria linha diplomática, mas também contribui para a estabilidade internacional, especialmente por meio da promoção do conceito de “comunidade de futuro compartilhado para a humanidade”.

Diante das turbulências no cenário global, Wang Yi destacou que a China continuará reforçando a proteção de seus cidadãos e empresas no exterior, desenvolvendo o sistema chamado “China Segura no Exterior”. No último ano, o Ministério das Relações Exteriores respondeu a mais de 100 emergências e tratou de mais de 79 mil casos de proteção consular, além de ampliar o apoio jurídico às empresas chinesas no exterior.

O ministro enfatizou ainda que a diplomacia chinesa continuará centrada nas pessoas e prestando assistência em diferentes partes do mundo. “Onde quer que haja cidadãos chineses, ali estarão nossos diplomatas”, afirmou.

Durante a coletiva, Wang Yi afirmou que a China continuará defendendo firmemente sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento. Diante de conflitos internacionais e do unilateralismo, o país pretende permanecer “do lado correto da história”.

Ele também destacou que a China continuará promovendo reformas na governança global, apoiando o papel central das Nações Unidas e fortalecendo a voz dos países do Sul Global por meio de plataformas multilaterais como o BRICS e a Organização de Cooperação de Xangai.

Ao abordar as relações entre China e Estados Unidos, Wang Yi afirmou que, como duas grandes potências mundiais, os países devem evitar confrontos e seguir princípios de respeito mútuo e cooperação de benefício compartilhado.

Ele ressaltou que, independentemente das mudanças no cenário internacional, a China continuará comprometida com o desenvolvimento pacífico, não buscará hegemonia e está disposta a desempenhar um papel construtivo nos assuntos globais.

O jornalista Mao Lu, do grupo de mídia “Brasil Real” (Brasil de Fato), questionou: “O relatório da Estratégia de Segurança Nacional divulgado pelos Estados Unidos no ano passado indica que uma prioridade é pressionar países latino-americanos para interferir nas relações entre China e América Latina. Como a China pretende responder a isso?”

Wang Yi afirmou que os países latino-americanos têm o direito de escolher de forma independente com quem cooperar. “O palco internacional do século XXI não deveria repetir as velhas peças do século XIX”, declarou. Segundo ele, os recursos e o caminho de desenvolvimento da América Latina devem ser decididos por seus próprios povos.

Ele recordou a história das relações entre China e América Latina e destacou que a China sempre respeitou os povos latino-americanos, promovendo uma cooperação baseada em igualdade e benefícios mútuos, sem interferência em assuntos internos ou cálculos geopolíticos.

Na reunião ministerial do Fórum China-América Latina realizada no ano passado, China e países latino-americanos lançaram cinco grandes iniciativas voltadas para solidariedade, desenvolvimento, civilização, paz e intercâmbio entre os povos, traçando um novo plano para o futuro das relações entre as duas regiões.

Wang Yi enfatizou que a cooperação entre China e América Latina não é direcionada contra terceiros nem deve sofrer interferência externa. A China, segundo ele, tem plena confiança no futuro dessas relações e está disposta a trabalhar junto com os países latino-americanos para construir uma comunidade de futuro compartilhado.

Sobre a situação no Oriente Médio, Wang Yi pediu que todas as partes busquem rapidamente um cessar-fogo para evitar a expansão do conflito. A China, segundo ele, sempre defendeu a resolução pacífica de disputas e tem desempenhado um papel ativo nos assuntos internacionais.

No campo da governança global, o ministro destacou as iniciativas propostas pela China, que já receberam apoio de mais de 150 países.

Ao responder sobre como a China enfrentará os desafios globais, Wang Yi afirmou que, apesar do avanço do protecionismo e das tendências de desglobalização, o país continuará defendendo a cooperação aberta e promovendo o crescimento da economia mundial.

Ele também mencionou que a China sediará em novembro deste ano a reunião de líderes da APEC, com o objetivo de promover ainda mais a cooperação regional e o desenvolvimento conjunto.

Wang Yi reafirmou que a China continuará defendendo a ordem internacional e promovendo a construção de uma comunidade de futuro compartilhado para a humanidade, baseada em justiça, cooperação e ganhos mútuos.

Ao final da coletiva, o ministro enviou uma mensagem aos chineses que vivem no exterior:

“O mundo à frente de vocês pode estar cheio de incertezas, mas a pátria atrás de vocês permanece firme como uma rocha. Continuaremos protegendo a segurança de todos.”

Comentário do repórter:
Por meio das declarações de Wang Yi, o mundo voltou a testemunhar a posição firme da China e seu senso de responsabilidade no cenário internacional. Da proteção de cidadãos no exterior à defesa da justiça global, a estratégia diplomática chinesa caminha para um modelo cada vez mais aberto, inclusivo e responsável. Em um mundo marcado por turbulências, a China continua contribuindo para a paz e a estabilidade.

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