COTAÇÕESCNY/BRL 0,7588USD/BRL 5,1220Atualização automática
(function(){if(window.innerWidth<1200)return;var slot=document.querySelector('.abc-fx-topbar-slot');if(slot&&slot.parentElement)slot.parentElement.classList.add('abc-logo-row');slot.parentElement.style.setProperty('height','130px','important');slot.parentElement.style.setProperty('min-height','130px','important');slot.parentElement.style.setProperty('box-sizing','border-box','important');fetch('/category/bilateral-pt/?abc_fx_source=1',{credentials:'same-origin'}).then(function(r){return r.text()}).then(function(t){var d=new DOMParser().parseFromString(t,'text/html');var b=Array.prototype.slice.call(d.querySelectorAll('.td_block_exchange')).filter(function(x){return x.querySelector('.td-rate-cny')})[0];if(!b)return;var c=b.querySelector('.td-rate-cny'),u=b.querySelector('.td-rate-usd');var cv=c&&c.nextElementSibling?c.nextElementSibling.textContent.trim():'';var uv=u&&u.nextElementSibling?u.nextElementSibling.textContent.trim():'';if(cv)document.querySelector('[data-abc-fx="cny"]').textContent=cv;if(uv)document.querySelector('[data-abc-fx="usd"]').textContent=uv}).catch(function(){})})();
19.8 C
São Paulo
sexta-feira - 23 outubro 2026 - 21:34
Início Capa China de frente para o Sul Global

China de frente para o Sul Global

Conselho de Direitos Humanos da ONU: fortalecimento, sim, intervenção, não - Divulgação

Encontro no RJ conclui que conceito de direitos humanos deve englobar economia, sociedade e cultura

Na mesma data em que o governo da China celebrava o Dia do Professor, um grupo de entidades acadêmicas chinesas aplicou a pedagogia do esclarecimento no evento Primeira Mesa Redonda China-América Latina e Caribe sobre Direitos Humanos realizado no Rio de Janeiro. O conceito de Direitos Humanos foi exposto por vozes de 15 países, representantes oficiais ou não, que incluíam entre outros Granada, Trinidad-Tobago, Venezuela, Argentina, México, Brasil, Paraguai, Peru, Panamá, Chile.

A reunião que mais parecia um encontro sino-CELAC ou sino-UNASUL, embora não tenha sido o caso, terminou com o consenso de que os Direitos Humanos estão relacionados ao Desenvolvimento, em que o D é escrito com maiúscula porque a noção engloba economia, sociedade e cultura em indissociável imbricação. A possibilidade de efetivar a concepção exigirá planejamento estatal de perspectiva socialista em que o mercado é parceiro para a viabilidade da excelência dos serviços públicos de educação, saúde, moradia, segurança alimentar, e atividades culturais, o que de fato permite o direito humano de viver a vida com felicidade. O resto é abstração.

De acordo com os participantes, no mundo multipolar de ganha-ganha internacional cai em desuso o ideário dos direitos humanos capitaneado pelo Estados Unidos da América. Foram unanimes sobre o papel das condições materiais como basais para o bem-estar físico e emocional coletivo interno de cada país e a harmonia global.

Além disso, afirmaram a disposição de barrar qualquer iniciativa de interferência e intervenção em nome de direitos humanos e respeitar a Carta dos Direitos Humanos da ONU com o compromisso de fortalece-la e propor mudanças quando as circunstâncias apresentarem pertinência. A maioria das falas lembrou o morticínio em Gaza e as sanções criminosas contra Cuba e Venezuela responsáveis por desrespeitar o direito humano soberano das nações.

O consenso entendeu que o sentido forte de igualdade reside na diversidade. Aparente contradição que se dilui quando verificado que é o diverso que fornece o reconhecimento de que o humano é igual nas necessidades sem negar as diferenças. Assim estão se alinhando Asia e Sul Global na construção do novo paradigma de governança mundial entre diferentes que, parafraseando o rap do carioca MC Marcinho, só querem ser felizes e andar tranquilamente nos seus países sem serem importunados por golpes e sabotagens imperialistas.

E foi no embalo dessa toada que expositores chineses lembraram Confúcio e Xi Jinping. O primeiro ao dizer que “vilão tem uniformidade; nobre tem harmonia”, e o presidente por declarar “devemos respeitar uns aos outros, simples assim”.

*Maria Luiza Franco Busse integra a diretoria da Associação Brasileira de Imprensa (ABI)