Uma nova versão do ranking global de universidades elaborada pelo Centro de Estudos de Ciência e Tecnologia (CWTS) da Universidade de Leiden, nos Países Baixos, colocou universidades chinesas nas duas primeiras posições, superando a tradicional Universidade de Harvard (Estados Unidos), que aparece em terceiro lugar na lista. A divulgação do Leiden Ranking 2025/2026 tem chamado atenção internacional e sinaliza mudança de forças na produção científica acadêmica global.
Conforme os dados, a Universidade de Zhejiang, no sudeste da China, ocupa o primeiro lugar no critério de produção científica considerado pelo ranking, seguida pela Universidade Jiao Tong, de Xangai. Harvard, que historicamente figura entre as instituições mais prestigiadas do mundo, aparece na terceira posição, atrás das duas chinesas. A lista analisa principalmente a produção de pesquisas e sua influência em publicações científicas, não apenas reputação tradicional.
O desempenho chinês no ranking reflete uma tendência mais ampla de crescimento da presença de universidades da China em indicadores acadêmicos internacionais. Em outras listas recentes, diversas instituições chinesas também figuram entre as melhores universidades do mundo em métricas relacionadas a produção científica e impacto de pesquisa, ainda que, em rankings distintos, universidades ocidentais continuem fortes em reputação global e outros critérios de avaliação.
Especialistas em educação superior atribuem esse avanço à combinação de investimentos robustos em pesquisa, expansão do corpo docente, estímulo à publicação de artigos em revistas indexadas internacionalmente e aumento de colaboração entre universidades e centros de pesquisa no país. Esses fatores contribuíram para que universidades chinesas amadurecessem rapidamente em indicadores de produção acadêmica.
Para o Brasil e outros países emergentes, a ascensão das universidades chinesas aponta para novos padrões de concorrência acadêmica global e desafios na criação de ambientes de pesquisa mais competitivos. Ao mesmo tempo, abre espaço para parcerias científicas e oportunidades de cooperação internacional, especialmente em áreas de ciência e tecnologia em que a China tem ampliado sua presença acadêmica em nível mundial.
Embora rankings como o Leiden Ranking evidenciem uma liderança das instituições chinesas em produção de pesquisa, diferentes sistemas de classificação podem apresentar variações nas posições das universidades dependendo de cada metodologia — por exemplo, levando em conta reputação acadêmica, indicadores de ensino, impacto social ou internacionalização. No conjunto, no entanto, a China tem se destacado como um polo crescente de educação superior e pesquisa científica no cenário global do século XXI.













