O Brasil encerrou 2025 com o maior volume de exportações de soja de sua série histórica, segundo números da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) divulgados em 7 de janeiro de 2026. Os embarques somaram 108.727.133 toneladas, avanço de 11,75% frente a 2024 (97.294.790 toneladas), consolidando o desempenho como um novo marco do comércio externo do país para a oleaginosa.
Pelo recorte apresentado pela ANEC, o resultado de 2025 supera o recorde anterior, registrado em 2023, quando o Brasil exportou 101,3 milhões de toneladas. A associação atribui o crescimento, em especial, a um segundo semestre mais forte, com aceleração em meses como março, julho, setembro, outubro, novembro e dezembro na comparação anual; em março e julho, os aumentos em relação aos mesmos meses de 2024 ultrapassaram 2 milhões de toneladas em cada período, sinalizando maior intensidade de embarques em momentos-chave do calendário comercial.
A China manteve-se, com folga, como principal destino da soja brasileira. De acordo com os dados citados no relatório, 87,1 milhões de toneladas — cerca de 80% do total exportado em 2025 — tiveram como destino o mercado chinês. Espanha (3,7 milhões de toneladas) e Tailândia (3,2 milhões) aparecem na sequência entre os maiores compradores, enquanto os demais mercados somaram, em conjunto, 14,7 milhões de toneladas.
Em termos de receita, a ANEC estima que as exportações de soja renderam US$ 43,5 bilhões ao Brasil em 2025, o que reforça o peso da commodity na geração de divisas. Ao mesmo tempo, o próprio material estatístico da entidade ressalta que parte dos números é calculada a partir de programação de embarques (line-up), sujeita a revisões retroativas ao fim de cada mês, um ponto relevante para a leitura fina do ritmo de exportação ao longo do ano.
Para 2026, a ANEC indica que, se as condições atuais persistirem, os embarques brasileiros de soja podem alcançar 110 milhões de toneladas. O patamar projetado sugere continuidade de um ciclo de alta, mas também amplia a atenção sobre fatores que determinam a execução dessa curva, como a competitividade logística, a demanda dos principais destinos e a manutenção do fluxo comercial ao longo dos trimestres — especialmente em um cenário no qual a China segue central para o resultado agregado do Brasil.













