Rede de eletrocardiograma acelera atendimento e integra postos rurais a hospital em Heze

Sistema permite diagnóstico remoto em tempo real, aciona “canal verde” e reduz o tempo até a intervenção em casos graves, como infarto agudo do miocárdio

(Foto: Reprodução / Heze)

Recentemente, um idoso da Vila Liuzhuang, no distrito de Chenji, na Nova Área de Luxi, em Heze, sentiu uma dor torácica súbita e intensa. A família o levou às pressas ao posto de saúde da vila. Ali, o médico realizou rapidamente um eletrocardiograma (ECG) e, assim que o traçado foi gerado, os dados — decisivos entre a vida e a morte — foram transmitidos em tempo real, por meio do sistema “Uma Rede de Eletrocardiograma”, ao Centro de Diagnóstico de ECG do Hospital Afiliado da Escola de Medicina de Heze, a dezenas de quilômetros de distância.

Minutos depois, o telefone do posto tocou com urgência: “Diagnóstico: infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST na parede inferior. Mantenha o paciente em repouso imediatamente. A ambulância já saiu!” A partir dessa “rede” invisível, começou uma corrida contra o tempo. Do posto de saúde da vila à sala de cirurgia do hospital, uma via rápida de salvamento foi aberta para o paciente.

O episódio não foi um caso isolado, mas um retrato do funcionamento cotidiano da Rede de Eletrocardiograma, que busca superar barreiras de distância e tempo ao conectar postos de saúde e centros de atenção primária à capacidade diagnóstica de hospitais de maior porte. A proposta é criar um caminho direto — da porta do posto local à sala de intervenção — especialmente para pacientes com doenças cardíacas, como o infarto agudo do miocárdio.

“No atendimento diário, o mais angustiante não é apenas a gravidade da doença, mas o atraso no tratamento causado por distância, tempo de deslocamento e falta de reconhecimento dos sinais de risco”, avaliou Liu Kuijun, diretor do setor de eletrocardiograma do Hospital Afiliado da Escola de Medicina de Heze, ao recordar o caso. No infarto agudo do miocárdio, a máxima “tempo é músculo cardíaco, tempo é vida” se traduz em uma regra prática: a interpretação rápida e precisa do primeiro ECG na atenção básica pode decidir o desfecho.

No passado, a leitura do ECG podia levar tempo e o encaminhamento do paciente era mais complexo, fazendo com que oportunidades de tratamento se perdessem ao longo do processo. Hoje, a Rede de Eletrocardiograma permite o compartilhamento centralizado dos dados do exame entre unidades básicas e o hospital, oferecendo resposta mais rápida e aumentando a eficácia do atendimento.

A experiência do idoso de Liuzhuang ilustra essa eficiência em situações de emergência. Após o alerta do Centro de Diagnóstico, o atendimento foi articulado imediatamente: o médico do centro ligou para o posto, orientou os primeiros socorros e, ao mesmo tempo, acionou o “canal verde” interno do hospital; a ambulância foi despachada com rapidez; e a equipe de intervenção preparou a sala com antecedência, aguardando em prontidão.

“Se o posto de saúde da vila não estivesse conectado à Rede de Eletrocardiograma, seria muito difícil garantir atendimento a tempo, e as consequências seriam imprevisíveis. Do alerta do ECG até a chegada do paciente à sala de intervenção, todo o processo levou cerca de meia hora. Essa rede invisível recuperou o tempo mais precioso para ele”, afirmou Ma Di, médica do posto de saúde da Vila Liuzhuang, no distrito de Chenji.

Por trás do chamado “milagre de meia hora” está um fluxo de trabalho baseado em colaboração e articulação precisa. Assim que o ECG é enviado em tempo real pela atenção básica, especialistas do Centro de Diagnóstico do hospital realizam a interpretação remota. Ao identificar um caso crítico, o sistema entra em “modo de emergência”: o aviso telefônico é feito diretamente ao responsável na unidade de origem, juntamente com orientações profissionais de primeiros socorros.

Paralelamente, o pronto atendimento do hospital é ativado de forma sincronizada, a ambulância 117 é despachada imediatamente e os protocolos do centro de dor torácica são colocados em prática, abrindo um canal rápido até a mesa de intervenção. Ao chegar ao hospital, o paciente é encaminhado diretamente para o procedimento no setor de hemodinâmica, sem etapas desnecessárias. Todo o percurso assistencial fica registrado na plataforma, apoiando o controle de qualidade e a otimização dos fluxos.

“Com esse fluxo, a Rede de Eletrocardiograma reduz o tempo de atendimento em casos cardiovasculares graves, aumenta a taxa de sucesso do tratamento e também permite uma alocação mais racional dos recursos médicos”, afirmou Liu Kuijun.

A Rede de Eletrocardiograma é apresentada como uma iniciativa conjunta do Hospital Afiliado da Escola de Medicina de Heze e da Nova Área de Luxi no campo da saúde. Ao integrar recursos regionais de diagnóstico e romper barreiras de dados por meios informatizados, o projeto viabiliza transmissão rápida e precisa do ECG e amplia o acesso ao diagnóstico especializado. Com isso, fortalece a capacidade regional de detecção precoce, intervenção oportuna e tratamento eficiente de doenças cardiovasculares, além de permitir que moradores de áreas rurais tenham acesso a serviços mais convenientes e de melhor qualidade.

Mais do que uma rede técnica e de informação, a Rede de Eletrocardiograma se propõe a ser uma rede de cuidado e conexão com a população, carregando a esperança de salvar vidas. A experiência da Nova Área de Luxi, nesse sentido, também oferece um “modelo de Heze” para fortalecer a atenção primária e enfrentar, com apoio da tecnologia, os desafios do atendimento a casos graves na era digital.

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