No início do inverno, o frio se intensifica gradualmente. Ainda assim, ao entrar na plantação de morangos para colheita própria na Vila Liuzhuang, no distrito de Chenji, na Nova Área de Luxi, em Heze, encontra-se um cenário movimentado e cheio de vitalidade. Entre canteiros verdes, os responsáveis realizam com cuidado a capina e a manutenção, deixando tudo pronto para a próxima temporada de maior fluxo de visitantes e colheitas.
Um morango adoça a vida e também transforma a vila. Ao olhar além das estufas e percorrer a Vila Liuzhuang, percebe-se que essa “doçura” já ultrapassou o paladar. Um pequeno “parque de bolso”, um palco rural bem estruturado e um parque temático repleto de risos e movimento revelam mudanças que vão além da produção agrícola. Ao anoitecer, melodias suaves saem do palco, onde moradores dançam; no corredor cultural, pessoas param para ler, trocar técnicas de cultivo e conversar sobre o cotidiano.
“A construção das estufas de morango para colheita própria pode gerar uma receita anual de 100 mil yuans para a economia coletiva da vila. E esse dinheiro retorna para a comunidade, aplicado onde é mais necessário”, afirma Zhang Xijin, secretário do Partido da Vila Liuzhuang. O aumento da arrecadação coletiva proporcionado por projetos de revitalização rural tem garantido base financeira para melhorar tanto a infraestrutura quanto os serviços locais. Ali, desenvolvimento industrial, ambiente mais agradável e vida cultural mais ativa se reforçam mutuamente, formando um ciclo virtuoso em que a indústria impulsiona melhorias e a cultura fortalece a comunidade. A transformação de Liuzhuang é um retrato concreto do esforço da Nova Área de Luxi para usar o desenvolvimento agrícola integrado e diversificado como instrumento de revitalização no campo.
Para a Nova Área de Luxi, a revitalização rural passa pela organização e coordenação local. Com essa diretriz, a região tem colocado a liderança do Partido como força motriz para impulsionar iniciativas no interior. Ao inovar em mecanismos de gestão e coordenação, a nova área tem promovido a descentralização de recursos, serviços e administração para zonas de demonstração, buscando romper a lógica de cada vila atuar de forma isolada. Nesse modelo de “comunidade”, a agricultura característica e os recursos de terra são integrados, formando um ciclo de valorização em que recursos se convertem em ativos e ativos se transformam em receita.
No distrito de Malingang, por exemplo, o morango passou a representar muito mais do que um produto agrícola. A partir dessa cultura, foi estruturado um caminho integrado de “fortalecimento industrial + turismo ecológico + atividades educativas e de pesquisa”. Visitantes vão não apenas para comprar frutas, mas para colher com as próprias mãos e permitir que crianças aprendam sobre a natureza por meio de experiências práticas. Com isso, Malingang se consolidou como referência na indústria do morango na cidade e como exemplo de integração entre agricultura e turismo, ampliando a cadeia de valor e elevando a qualidade do desenvolvimento local.
Paralelamente, a Nova Área de Luxi também planejou um arranjo industrial de “um núcleo e três faixas”, conectando diferentes pontos do território — como bases de produção de morango, espaços de cultura histórica e projetos representativos de patrimônio imaterial — para formar rotas integradas e ampliar o alcance do desenvolvimento. Com isso, avança a construção de uma cadeia característica que combina “estudo e turismo de memória histórica + experiências de patrimônio imaterial + turismo rural”. Na prática, estradas e planejamento têm ajudado a destravar o potencial regional, transformando iniciativas pontuais em um panorama mais amplo e contínuo de revitalização rural.













