Caligrafia atravessa fronteiras: “Pódio da Mudan” conecta Heze à Bulgária por videoconferência

Professor do Distrito de Mudan ministra aula online para alunos da Sala Confúcio em Sófia e reforça intercâmbio cultural sino-búlgaro por meio da escrita chinesa

(Foto: Reprodução / Heze)

Traço a traço, caracteres chineses ganham forma no papel e, com eles, a cultura se transmite por meio da tinta e do pincel. Recentemente, a série de atividades culturais “Pódio da Mudan”, do Distrito de Mudan, na cidade de Heze, ganhou um novo destaque internacional. Xiao Jianpeng, vice-presidente e secretário-geral da Associação de Caligrafia do Distrito de Mudan, ministrou uma aula de caligrafia chinesa por videoconferência para professores e alunos da Sala Confúcio da Escola Secundária 138, vinculada ao Instituto Confúcio de Sófia, na Bulgária. Na iniciativa, a cultura da peônia — símbolo tradicional de Heze — e a arte da caligrafia se uniram para atravessar fronteiras, fortalecendo os laços do intercâmbio cultural entre China e Bulgária.

Membro da Associação Chinesa de Caligrafia com Pena Dura e da Associação de Caligrafia da província de Shandong, Xiao Jianpeng acumula décadas de dedicação à caligrafia, com sólida formação profissional e ampla experiência de ensino. Durante a aula, partindo do tema “A beleza dos caracteres chineses”, ele demonstrou com detalhes a empunhadura do pincel e os traços básicos com o apoio de imagens em alta definição. O conteúdo foi apresentado desde os movimentos fundamentais — como traço horizontal, vertical, inclinado à esquerda e o traço com pressão — até explicações sobre estrutura e composição dos caracteres, enriquecidas por breves histórias sobre a evolução da escrita chinesa e seus significados culturais.

Considerando as características de aprendizagem de estudantes estrangeiros, Xiao conduziu a aula com paciência, orientando caractere por caractere e incentivando os alunos a colocarem o pincel no papel com confiança. Ao longo do exercício, destacou a harmonia das linhas e o apelo estético que emerge da interação entre tinta, ritmo e forma. Na etapa de interação, estudantes búlgaros mostraram seus exercícios com entusiasmo, e o professor comentou cada um, oferecendo sugestões de ajuste e melhoria, transmitindo pela tela seu compromisso com a difusão da cultura tradicional.

A atividade é apresentada como uma prática inovadora do distrito, que busca ampliar seus intercâmbios culturais internacionais a partir de recursos culturais locais. Como área central associada ao título de “Capital Chinesa da Peônia”, o Distrito de Mudan reúne não apenas um patrimônio cultural profundamente ligado à peônia, mas também uma forte tradição em pintura e caligrafia. Por meio da cooperação com Salas Confúcio no exterior, e usando a caligrafia como ponte, a iniciativa permite que professores e alunos búlgaros vivenciem de perto o encanto da cultura tradicional chinesa, ao mesmo tempo em que integra o símbolo cultural da peônia de Heze aos diálogos internacionais.

Nos próximos passos, o Distrito de Mudan pretende ampliar e diversificar as atividades do “Pódio da Mudan”, promovendo uma conexão mais profunda entre recursos culturais característicos — como caligrafia, pintura de peônias e iniciativas de intercâmbio no exterior — para que a cultura tradicional chinesa ganhe nova vitalidade no diálogo transnacional e contribua para aprofundar a compreensão mútua entre a China e outros países.

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