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Empresas chinesas ganham protagonismo na Rioparts 2025 e impulsionam mobilidade elétrica no Brasil

Metade dos expositores da feira no Rio de Janeiro vem da China, consolidando o país asiático como parceiro estratégico do setor automotivo

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(Foto: Reprodução / Divulgação)

A Rioparts 2025 – Feira da Indústria e Comércio de Autopeças e Reparação – abriu as portas nesta quarta-feira (1º), no Rio de Janeiro, com forte presença chinesa. Metade dos 200 expositores são empresas da China, que chegam com destaque em soluções para veículos elétricos, eletrônicos e componentes automotivos. O evento, que acontece na ExpoRio Cidade Nova até sábado (4), é considerado a principal vitrine do aftermarket automotivo no Brasil.

Entre os expositores estão companhias como Zhejiang Sensen, Ruian Meiru, Shanghai Hepeng, Hebei Xingzhu, Guangdong Minghua e Changzhou Qunxing, reforçando o peso da China no setor global de autopeças. “Essa combinação de players nacionais e internacionais reflete a força do Rio de Janeiro no setor automotivo e de reposição. Nosso objetivo é gerar conexões de negócios, apresentar soluções inovadoras e consolidar a feira como referência para toda a América Latina”, afirmou Cássio Dresch, diretor comercial da Diretriz Feiras e Eventos, organizadora da Rioparts.

A feira ocupa nesta edição o dobro do espaço de 2023 e deve atrair mais de 15 mil visitantes. O encontro reúne desde grandes fabricantes nacionais e multinacionais – como SKF, Fras-le, Schaeffler, Cofap/Magneti Marelli, Dayco, Randon, Sabó e Nakata – até startups e especialistas em inovação, com foco em eletromobilidade, conectividade e sustentabilidade.

O contexto brasileiro dá a dimensão das oportunidades: o Rio de Janeiro abriga a segunda maior frota de veículos do país, com mais de 7 milhões de automóveis, sendo 3 milhões apenas na capital. Cerca de 40% desses veículos têm mais de dez anos de uso, o que movimenta uma ampla rede de oficinas, distribuidoras e varejistas de autopeças.

Entre os grandes temas em debate estão a expansão dos veículos elétricos e híbridos, a conectividade cada vez mais presente nos automóveis, as exigências ambientais que pressionam o abandono gradual dos motores a combustão e o novo perfil de consumo automotivo, em que transparência, sustentabilidade e eficiência pesam nas decisões de compra.

A presença chinesa fortalece a internacionalização do evento e confirma o Brasil como destino estratégico para a indústria global de autopeças. Para o setor, o intercâmbio abre espaço para novas parcerias em inovação tecnológica e para a adaptação do mercado nacional às transformações da mobilidade no cenário mundial.

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