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Rio de Janeiro sediará Cúpula do BRICS em julho, reforçando papel do Brasil na liderança global

Encontro reunirá líderes das 11 nações do bloco para discutir governança global, cooperação econômica e a criação de uma moeda própria, em meio a tensões com os Estados Unidos.

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(Foto: Reprodução/ Getty Images)

O Rio de Janeiro sediará a próxima Cúpula de Líderes do BRICS nos dias 6 e 7 de julho de 2025. O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, após reunião com o prefeito Eduardo Paes, no Palácio da Cidade, em Botafogo. O Brasil assumiu a presidência rotativa do BRICS em 1º de janeiro deste ano.

O ministro destacou a importância do evento para fortalecer a cooperação entre os países membros. “Mais uma vez, o Rio de Janeiro será palco de uma importantíssima reunião internacional”, afirmou Vieira. O prefeito Eduardo Paes agradeceu a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ressaltou o reconhecimento da importância da cidade para o país.

A confirmação da cúpula ocorre em meio a tensões geopolíticas, especialmente após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou impor tarifas de 100% aos países do BRICS caso o bloco tente reduzir o papel do dólar no comércio internacional. Em resposta, o BRICS reafirmou seu compromisso com a cooperação multilateral e a busca por um sistema financeiro mais equilibrado.

O BRICS, originalmente formado por Brasil, Rússia, Índia e China, incorporou a África do Sul em 2010 e, recentemente, expandiu-se para incluir países como Arábia Saudita, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos, Irã e Indonésia, totalizando 11 nações membros. O bloco busca promover o desenvolvimento econômico e a cooperação entre os países do Sul Global.

Durante a presidência brasileira, o BRICS pretende focar na reforma da governança global e na cooperação entre os países em desenvolvimento, além de discutir a criação de uma moeda própria para o bloco, visando reduzir a dependência do dólar nas transações internacionais.

A realização da cúpula no Rio de Janeiro reforça a posição da cidade como um importante centro para eventos internacionais, destacando seu papel estratégico nas discussões globais sobre economia e política.

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