Home Brasil O encanto de Xuzhou: uma viagem pela história das dinastias Han

O encanto de Xuzhou: uma viagem pela história das dinastias Han

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Fonte: Meino

(Agência/Redação, Xuzhou, 12 de maio) — A edição 2026 da atividade “Mídias Chinesas no Exterior Visitam Xuzhou, em Jiangsu” teve início em 12 de maio, levando representantes da imprensa internacional a percorrerem os marcos históricos e culturais da cidade. Ao longo de um dia de visitas, os participantes acompanharam como Xuzhou, conhecida como uma das principais cidades da cultura Han na China, busca equilibrar tradição e modernidade.

Ao chegar de trem-bala à antiga cidade do norte de Jiangsu, a primeira impressão não foi a de uma cidade pesada ou austera, mas de um lugar onde paisagem e história convivem de forma harmoniosa. Em Xuzhou, o passado não está apenas exposto em vitrines — ele continua presente na vida cotidiana.

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Monte Yunlong: a força histórica entre montanhas e lagos

Subindo lentamente os degraus de pedra do Monte Yunlong, a vista revela a antiga área urbana de Xuzhou espalhada entre montanhas e lagos. Ao longe, as águas do Lago Yunlong refletem a paisagem que deu origem à expressão “uma cidade entre montanhas e metade cercada por lago”.

Embora não seja uma montanha alta, Yunlong carrega uma profundidade histórica singular. Ecos das disputas entre Chu e Han, referências literárias de Su Shi e símbolos do poder das dinastias Han parecem ainda presentes na paisagem.

Um morador local, durante seus exercícios matinais, comentou que os habitantes de Xuzhou gostam do monte não apenas pela vista, mas porque ali sentem as raízes da cidade.

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Museu de Xuzhou: uma imersão na civilização Han

O Museu de Xuzhou mantém fluxo constante de visitantes. Em suas galerias estão expostos tesouros como vestimentas funerárias de jade, adornos de dragão em jade e artefatos das tumbas dos reis de Chu.

Segundo os funcionários do museu, Xuzhou concentra um dos maiores conjuntos de vestígios da cultura Han na China. Ao longo de diferentes gerações, reis de Chu e governantes de Pengcheng administraram seus territórios a partir da região, deixando um vasto patrimônio arqueológico, incluindo túmulos, esculturas em pedra e guerreiros de terracota da era Han.

Além das exposições tradicionais, o museu aposta em experiências imersivas. Com equipamentos de realidade virtual, os visitantes podem acompanhar banquetes, apresentações musicais e deslocamentos de carruagens da época Han. “Os jovens de hoje querem entrar na história, não apenas decorá-la”, explicou uma guia do local.

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Museu da Cidade Sob a Cidade: camadas de mil anos de história

Seguindo pelo eixo cultural Pengcheng Qili, o grupo chegou ao Museu da Cidade Sob a Cidade, construído abaixo do nível urbano atual.

Sob passarelas de vidro, podem ser vistas muralhas, ruas e sistemas de drenagem de diferentes períodos históricos, sobrepostos ao longo dos séculos. O aspecto mais impressionante não é apenas o sítio arqueológico em si, mas a sensação concreta de uma cidade construída repetidamente sobre suas próprias ruínas, após enchentes, guerras e reconstruções.

Ao contrário de muitas cidades históricas europeias, focadas na preservação estática, Xuzhou transmite a sensação de uma cidade que continua crescendo e se reinventando.

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Hubushan: vida cotidiana entre ruas antigas

Durante a tarde, a região histórica de Hubushan começou a ganhar movimento. Barracas de comida soltavam fumaça pelas ruas de pedra, jovens vestidos com trajes tradicionais Han tiravam fotos, enquanto moradores mais velhos conversavam diante das casas.

O aroma do churrasco local misturava-se às apresentações de ópera tradicional Bangzi. Ali convivem residências das dinastias Ming e Qing com a vida urbana contemporânea.

Em uma antiga casa transformada em salão de chá, um comerciante resumiu a relação entre turismo e cidade: “As pessoas gostam de Xuzhou não apenas pela cultura Han, mas porque ainda existe vida real aqui.”

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Residência da família Cui: memória da elite tradicional

Ao atravessar o portão decorado da antiga residência da família Cui, o ambiente parece transportar os visitantes para outra época. Salões, templos ancestrais e edifícios tradicionais preservam a arquitetura típica das famílias eruditas do norte da China durante a dinastia Qing.

Esculturas em tijolo, inscrições caligráficas e detalhes arquitetônicos refletem os valores e a organização das antigas famílias aristocráticas.

Comparada aos delicados jardins do sul da China, a residência transmite uma imponência mais sóbria e robusta, associada ao caráter cultural de Xuzhou, frequentemente descrito como uma cidade que reúne elegância do sul e força do norte.

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Museu de Esculturas em Pedra da Dinastia Han

Antes do anoitecer, a delegação visitou o Museu de Esculturas em Pedra da Dinastia Han, considerado o maior museu especializado nesse tipo de arte na China.

As esculturas retratam cenas do cotidiano de dois mil anos atrás: viagens em carruagens, banquetes, danças, caçadas e apresentações artísticas. Entre as obras mais comentadas pelos jornalistas estrangeiros estava uma cena representando pessoas preparando churrasco ao redor do fogo — imagem que dialoga curiosamente com a cultura de churrasco ainda muito presente nas ruas de Xuzhou.

Segundo os especialistas do museu, essas esculturas não são apenas obras artísticas, mas também importantes registros históricos sobre costumes, rituais e organização social da época Han.

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Lago Yunlong à noite: quando a cidade antiga encontra a juventude

Com o cair da noite, as luzes do Lago Yunlong começaram a se acender. O espetáculo ao ar livre “Esplendor de Pengcheng” combinou música tradicional Han, danças inspiradas na cultura Chu e projeções modernas sobre água e montanhas.

Ao redor do lago, cafés, áreas de camping e jovens pedalando à noite dividiam espaço com a silhueta da cidade antiga.

Xuzhou vem transformando a cultura das dinastias Han em parte da vida contemporânea, aproximando a história das novas gerações por meio de experiências culturais, turismo e entretenimento.

Ao deixar o lago, o vento noturno sobre a água parecia dar novo sentido às palavras do poeta Su Shi: “Que agradável é este vento.”

Fonte: Meino

O verdadeiro encanto de Xuzhou não está apenas em sua longa história, mas na capacidade de manter viva, após milênios, uma combinação rara de serenidade e vitalidade. Entre esculturas antigas e paisagens urbanas iluminadas, a cidade apresenta ao mundo uma nova interpretação contemporânea da cultura Han.

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