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Netanyahu ameaça invadir Rafah ‘com ou sem acordo’

Tanques do exército de Israel já estão posicionados na fronteira entre Gaza e Egito, onde mais de 1 milhão de palestinos se refugiou desde início da guerra

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(Foto: World Economic Forum/Flickr)

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta terça-feira (30/04) que seu exército vai invadir Rafah, no sul da Faixa de Gaza, independentemente de um eventual acordo com o grupo palestino Hamas para uma trégua provisória.

“A ideia de colocar fim à guerra antes de alcançar todos os nossos objetivos é inaceitável. Nós entraremos em Rafah e aniquilaremos todos os batalhões do Hamas, com ou sem acordo, para obter uma vitória total”, afirmou o mandatário em encontro com familiares de reféns do grupo.

A comunidade internacional teme possíveis efeitos catastróficos de uma eventual incursão em larga escala em Rafah, cidade que abriga mais de 1 milhão de pessoas e se tornou destino de refugiados de outras regiões de Gaza.

Até mesmo aliados tradicionais de Israel, como Estados Unidos, Reino Unido e Itália, já manifestaram oposição a uma ofensiva contra Rafah.

Enquanto isso, o Hamas estuda uma proposta de trégua temporária em troca da libertação de todos os reféns ainda mantidos em cativeiro.

Segundo a imprensa israelense, o governo Netanyahu espera uma resposta do grupo até a noite desta quarta-feira (01/05). Enquanto isso, tanques já estão posicionados na fronteira sul de Gaza, a menos de 10 quilômetros de Rafah, e aguardam apenas autorização para iniciar a incursão.

Na última segunda-feira (29/04), o secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, David Cameron, disse que a proposta de acordo prevê “40 dias de cessar-fogo” e a possível libertação de “milhares de prisioneiros palestinos”, em troca da devolução de “todos os reféns” mantidos pelo Hamas.

Já o diário norte-americano The Wall Street Journal fala em um pacto de duas fases: a primeira implicaria a soltura de pelo menos 20 reféns ao longo de três semanas, em troca de um número impreciso de prisioneiros palestinos; a segunda incluiria um cessar-fogo de 10 semanas, durante o qual as duas partes negociaram a soltura de mais reféns e uma pausa ainda mais prolongada nos combates.

A guerra foi deflagrada em 7 de outubro, após ataques do Hamas que deixaram 1,2 mil mortos em Israel. Desde então, a ofensiva israelense na Faixa de Gaza já matou 34,5 mil palestinos, segundo as autoridades locais.

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