Início Capa Explorando o tesouro da cultura Chu e vivenciando o “renascimento” das relíquias...

Explorando o tesouro da cultura Chu e vivenciando o “renascimento” das relíquias culturais

0
(Foto: Yasmin Yan)

Explorando o tesouro da cultura Chu e vivenciando o “renascimento” das relíquias culturais

Hoje, a iniciativa “Perseguindo o Sonho Chinês · Conhecendo Hubei” 2026 — Jornada de reportagem de mídias chinesas no exterior em Jingchu visitou o Museu de Jingzhou e o Centro de Proteção de Relíquias Culturais de Jingzhou. Representantes de mais de 20 veículos de mídia chinesa no exterior, vindos de 18 países e regiões, iniciaram nesses verdadeiros tesouros artísticos da cultura Chu uma jornada de exploração cultural que atravessa mais de dois mil anos de história.

Um museu, metade da história do Estado de Chu

Fundado em 1958, o Museu de Jingzhou é um dos primeiros museus nacionais de primeira categoria da China. Ao entrar no complexo, os representantes da mídia foram atraídos por sua estrutura única — após reformas e modernizações, o museu passou a contar com oito exposições temáticas distintas, apresentando de forma sistemática e abrangente a brilhante cultura Jingchu.

Na área dedicada às peças de laca, o grupo foi profundamente impactado pela exposição “O encanto da laca vermelha — peças selecionadas de laca dos períodos Chu, Qin e Han”. Uma das obras mais marcantes, o tambor suspenso com escultura de fênix sobre tigre, chamou atenção por sua forma singular, cores vibrantes e ricos detalhes decorativos.

“A estética romântica do povo Chu é impressionante”, comentou um jornalista da Agência de Notícias China-Brasil. “Essa imaginação ousada dialoga com a criatividade da arte moderna brasileira — é uma ressonância artística que atravessa o tempo.”

Na exposição “Escrito em bambu e madeira — tiras de escrita escavadas em Jingzhou”, os olhares se voltaram para as tábuas com a famosa tabela de multiplicação ‘九九术’, que ajudou a reescrever a história da matemática, demonstrando a longa tradição chinesa no uso desse método.

Atualmente, o museu abriga mais de 200 mil peças, incluindo 603 itens de nível nacional de primeira categoria, cobrindo praticamente todas as formas e expressões da cultura Chu. Como principal ponto turístico da cidade, recebe mais de um milhão de visitantes por ano, sendo um importante espaço de promoção da cultura tradicional chinesa.

(Foto: Yasmin Yan)
(Foto: Yasmin Yan)
(Foto: Yasmin Yan)

Proteção do patrimônio: dar “vida” às relíquias

Após a visita ao museu, o grupo seguiu para o Centro de Proteção de Relíquias Culturais de Jingzhou. Fundado em 2003, o centro é uma das principais bases de pesquisa do país na conservação de artefatos de bambu, madeira e laca escavados, com tecnologia de ponta nessa área.

No laboratório de restauração, os jornalistas acompanharam de perto o trabalho dos especialistas — verdadeiros “médicos das relíquias”. Sob microscópios, fragmentos de bambu e peças de laca passam por processos minuciosos de limpeza, descoloração, desidratação e reforço estrutural. Técnicas desenvolvidas pelo centro, como desidratação com glicoxal composto e métodos avançados de estabilização, já são amplamente aplicadas em projetos de preservação em toda a China.

Um representante da mídia chinesa na Europa comentou:
“Antes, eu só sabia que as relíquias chinesas eram belas. Hoje percebo que há toda uma equipe dedicada, que com tecnologia moderna faz esses tesouros milenares renascerem.”

Desde sua fundação, o centro participou de mais de 250 projetos de conservação, incluindo importantes sítios arqueológicos como os túmulos Chu do período dos Reinos Combatentes em Henan, o túmulo Han de Mawangdui em Changsha e o complexo funerário Han de Chengdu. Também foi responsável pela preservação de valiosos manuscritos, como as tiras de bambu de Liye, os registros de Wu dos Três Reinos e os manuscritos Chu de Guodian.

Em reconhecimento, o diretor honorário Wu Shunqing foi nomeado “Artesão de uma Grande Nação 2023”, enquanto o diretor Fang Beisong recebeu o título de “Modelo Jingchu 2023”. A equipe, composta por 56 especialistas, dedica-se à preservação das raízes da civilização chinesa com excelência técnica.

(Foto: Yasmin Yan)
(Foto: Yasmin Yan)

Construindo pontes culturais

Durante a visita, os representantes da mídia destacaram que Jingzhou não é apenas o núcleo da cultura Chu, mas também uma ponte que conecta passado e presente, China e o mundo. Em 2026, declarado como o “Ano Cultural China-Brasil”, Jingzhou se apresenta como um cenário ideal para contar histórias — com relíquias milenares como a espada do Rei Yue, a rica cultura Chu e especialistas que utilizam tecnologia para proteger o patrimônio.

Ao deixar o museu, sob a luz dourada do pôr do sol refletida nas muralhas antigas, a cidade — com mais de dois mil anos de história — demonstra sua profundidade cultural e abertura ao mundo. Os representantes da mídia chinesa no exterior tornam-se, assim, verdadeiros “embaixadores culturais”, levando, por meio de palavras e imagens, o legado milenar de Chu para todas as partes do mundo.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Sair da versão mobile